Mulher, 40 anos, nuligesta, apresenta quadro de dismenorreia...

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Q3080142 Medicina
Mulher, 40 anos, nuligesta, apresenta quadro de dismenorreia, dispareunia e constipação intestinal há, aproximadamente, oito meses, com piora clínica durante o período menstrual. Ao exame físico, é percebido espessamento em região retovaginal. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual a conduta a seguir?
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Tema central: O caso descreve uma paciente com suspeita clínica de endometriose profunda, um quadro caracterizado por dismenorreia, dispareunia e constipação intestinal cíclica. O achado de espessamento retovaginal reforça essa hipótese.

Justificativa da alternativa correta (D):

A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal é, segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Endometriose do Ministério da Saúde (tópico: Diagnóstico), o principal exame complementar para avaliação inicial da endometriose profunda, especialmente com comprometimento intestinal:

“O processo inclui avaliação clínica e, quando necessário, a solicitação de exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal (...)” (PCDT Endometriose)

Essa técnica é altamente sensível e específica para o rastreio de lesões profundas, é não invasiva e permite planejamento cirúrgico eficiente caso seja necessário.

Análise das alternativas incorretas:

A) Colonoscopia: Não identifica lesões endometrióticas extramucosas, frequentes na endometriose; somente útil se houver suspeita de comprometimento transmural ou diagnóstico diferencial intestinal.

B) Videolaparoscopia diagnóstica: Apesar de ser o padrão-ouro, é invasiva e reservada quando exames de imagem não elucidam o diagnóstico ou há indicação terapêutica.

C) Dosagem do CA125: Não tem sensibilidade ou especificidade suficiente para ser usado isoladamente. Pode estar aumentado em outras afecções ginecológicas e não substitui o exame de imagem.

Dica de prova: Fique atento ao comando da questão (“qual a conduta a seguir?”). Em situações em que há forte suspeita clínica, priorize exames não invasivos e altamente acurados, conforme diretrizes recentes.

Referências clássicas: Além das diretrizes do Ministério da Saúde, obras como Berek & Hacker’s Gynecology e o Tratado de Ginecologia - Baracat também orientam o uso do ultrassom com preparo intestinal na investigação inicial da endometriose profunda.

Concluindo: A melhor investigação inicial para este caso clínico é a ultrassonografia pélvica transvaginal com preparo intestinal (alternativa D), alinhada à boa prática médica e diretrizes oficiais.

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