Em reposição de potássio venoso em pessoa com hipocalemia e...
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Tema central: Reposição venosa de potássio em hipocalemia com foco em segurança. O potássio é um eletrólito predominantemente intracelular; sua infusão rápida ou concentrada pode causar arritmias fatais e flebite química. Por isso, a administração exige diluição adequada, controle rigoroso da velocidade e monitorização.
Gabarito: D
Justificativa da alternativa correta (D): A conduta segura inclui: diluição apropriada (preferir solução salina; evitar dextrose, que pode estimular insulina e piorar a hipocalemia), uso de bomba de infusão para garantir taxa constante e monitorização de sinais vitais e ECG quando disponível. Em acesso periférico, adota-se, em geral, ≤10 mEq/h e concentrações ≤40 mEq/L; taxas maiores (ex.: 20 mEq/h) são reservadas a acesso central com monitorização contínua. Essas medidas seguem recomendações do UpToDate (tratamento da hipocalemia), Infusion Nurses Society (INS Standards of Practice) e alertas do ISMP para eletrólitos de alto risco.
Análise das alternativas incorretas:
- A. “Bolus rápido” é contraindicado. Nunca administrar KCl em IV push; risco de parada cardíaca. ISMP classifica KCl como medicamento de alto risco; a administração deve ser sempre diluída e controlada por bomba, com ECG quando necessário.
- B. Dilução em solução glicosada concentrada é inadequada: a dextrose pode aumentar insulina e agravar a hipocalemia. “Fluxo livre” sem bomba perde o controle de taxa e aumenta risco de extravasamento e flebite. Observar “queimação” não substitui monitorização e técnica corretas.
- C. Associar cálcio no mesmo equipo não reduz dor e é inseguro. Misturar eletrólitos concentrados no mesmo acesso aumenta risco de incompatibilidades e irritação venosa; cálcio tem múltiplas incompatibilidades e deve ter via dedicada quando necessário. A dor local previne-se com diluição adequada, taxa controlada e veia calibrosa, não com cálcio.
- E. “Alternar soro hipertônico com potássio entre veias” é sem respaldo e adiciona riscos (osmolalidade elevada, flebite, erros de taxa). A velocidade não deve ser “definida pelo plantonista” sem parâmetros; deve seguir protocolos padronizados e monitorização, idealmente por bomba.
Como identificar a alternativa segura em provas: Procure expressões como “diluição apropriada”, “bomba de infusão”, “taxa conforme prescrição/protocolo” e “monitorização (ECG)”. Desconfie de termos como “bolus”, “fluxo livre”, “glicosada” e “misturar com cálcio”.
Referências essenciais: UpToDate – Treatment and prevention of hypokalemia in adults; Infusion Nurses Society (INS) Standards of Practice; ISMP – High-alert medications (KCl); Harrison’s Principles of Internal Medicine (manejo de distúrbios eletrolíticos).
Moral prática: em hipocalemia com acesso periférico calibroso, mantenha diluição correta, bomba de infusão, taxas seguras e monitorização. Isso salva vidas e evita complicações.
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Comentários
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I - Bolus rápido – GRAVÍSSIMO - Pode causar arritmia fatal - Nunca fazer K⁺ em bolus
II - Glicose pode deslocar K⁺ para dentro da célula
Fluxo livre = sem controle → perigoso
III - Incompatibilidade - Não reduz dor de forma segura + Risco de precipitação
IV - Conduta segura e padrão = Diluição em solução apropriada
Uso de bomba de infusão
Velocidade prescrita
Monitorização (idealmente ECG)
Macete de prova:
“K⁺ EV = bomba + controle + monitorização”
V - Sem base técnica = Pode causar complicações
Correto:
LENTO + CONTROLADO + MONITORADO
Grave isso:
“Potássio rápido mata, lento trata”
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