Em preparo cirúrgico de colecistectomia eletiva, alergia à ...
Gabarito comentado
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Tema central: preparo pré-operatório imediato seguro em colecistectomia eletiva, com ênfase em segurança do paciente, prevenção de infecção, registro de alergias e padronização baseada em protocolos.
Gabarito: C
Por que a alternativa C está correta? No pré-operatório imediato, as ações prioritárias incluem: conferir identificação e consentimento (Checklist de Cirurgia Segura – OMS), remover pelos com clipper apenas se necessário e próximo ao ato (CDC/ANVISA, reduz infecção do sítio cirúrgico), inspecionar a pele para prevenir queimaduras/lesões, assegurar acesso venoso pérvio para anestesia e emergências, e destacar alergias (p. ex., penicilina) de forma visível a toda a equipe (medida crítica de segurança). Em paciente com IMC elevado, a comunicação do risco e preparo são ainda mais relevantes por maior probabilidade de via aérea difícil e aspiração. Referências: OMS (Checklist), CDC 2017/ANVISA (prevenção de ISC), SOBECC.
Estratégia para a prova: identifique palavras-chave como “pré-operatório imediato”, “alergia” e “IMC elevado”. Procure a alternativa que: (1) segue protocolos reconhecidos, (2) valoriza documentação e comunicação de riscos, (3) evita rotinas sem prescrição e práticas obsoletas.
Análise das incorretas:
A) Tricotomia com lâmina na véspera aumenta ISC por microcortes; o correto é clipper imediatamente antes, se indicado (CDC/ANVISA). Adornos devem ser retirados, não “fixados” com esparadrapo, para prevenir queimaduras por eletrocautério, extravio e lesões (OMS/SOBECC).
B) ASA permite líquidos claros até 2 h, mas é obrigatório avaliar risco de aspiração (maior em obesos, refluxo, gastroparesia) e registrar o tempo de jejum. Dispensar essa avaliação/documentação contraria diretrizes (ASA 2017/Atualizações; UpToDate).
D) Profilaxia antibiótica deve seguir protocolo institucional e verificar alergias. Em colecistectomia eletiva de baixo risco, muitas diretrizes consideram não indicar antibiótico; quando indicado, usa-se cefazolina, e em alergia a beta-lactâmicos, alternativas (ex.: clindamicina + gentamicina ou metronidazol + fluoroquinolona), conforme ASHP/IDSA/Ministério da Saúde. Ignorar protocolo/alergia é inseguro.
E) Sonda vesical não é procedimento automático; requer indicação e prescrição. Inserções desnecessárias elevam risco de ITU associada a sonda (CDC/ANVISA). Em colecistectomia laparoscópica eletiva, geralmente é dispensável.
Referências essenciais: OMS – Checklist de Cirurgia Segura; CDC 2017/ANVISA – Prevenção de Infecção do Sítio Cirúrgico; ASA – Jejum pré-operatório; ASHP/IDSA – Profilaxia antimicrobiana em cirurgia; SOBECC – Diretrizes de Enfermagem em Centro Cirúrgico.
Dica final: no pré-operatório imediato, valorize práticas com evidência: identificação, consentimento, comunicação de alergias, tricotomia com clipper, acesso venoso e registro claro no prontuário.
Resposta correta: C.
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Comentários
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A - Tricotomia com lâmina → aumenta infecção + Deve ser com clipper e próxima da cirurgia
B - Jejum deve ser avaliado e registrado + Risco de aspiração NÃO pode ser ignorado
C - Identificação + consentimento + clipper + pele + acesso + alergia / “Pré-op seguro = checklist completo + alergia visível” - CORRETO
D - Paciente tem alergia à penicilina + Profilaxia deve seguir protocolo + segurança
E - Não é rotina obrigatória + Precisa de indicação e prescrição
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