Leia o caso a seguir.Mulher de 20 anos relata ao ginecologis...
Leia o caso a seguir.
Mulher de 20 anos relata ao ginecologista que há cerca de um mês tem apresentado hematoquezia, dor anal, corrimento amarelado e tenesmo, com piora nas duas últimas semanas. Tem antecedentes de atividade sexual, incluindo coito anal, sem uso de preservativos. No exame especular, verifica-se colo uterino friável, sangrante ao toque, com corrimento mucopurulento.
Diante desse quadro, o diagnóstico é de
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Tema central da questão: Trata-se do diagnóstico de infecção gonocócica envolvendo sítios retal e cervical, frequentemente associada à prática sexual sem preservativo.
Justificativa da alternativa correta (D - gonococcia retal e cervical):
A paciente apresenta hematoquezia, dor anal, corrimento amarelado e tenesmo, sugerindo proctite infecciosa. O antecedente de coito anal desprotegido direciona para etiologias sexualmente transmissíveis. Além disso, o exame especular revelou colo uterino friável, sangrante ao toque e corrimento mucopurulento, quadro clássico de cervicite gonocócica.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para IST do Ministério da Saúde (página 70):
“A cervicite mucopurulenta ou endocervicite é a inflamação da mucosa endocervical (epitélio colunar do colo uterino). Os principais agentes etiológicos das cervicites são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae.”
No caso, a associação de proctite e cervicite aponta fortemente para Neisseria gonorrhoeae, principal causadora de ambos quadros em contexto de exposição sexual.
Por que as alternativas estão incorretas?
A) Cervicite inespecífica: Embora haja cervicite, a presença de sintomas anais (proctite) e contexto epidemiológico não permitem esse diagnóstico restritivo. A alternativa não abrange a totalidade do quadro.
B) Proctite inespecífica: Novamente, limitada apenas à manifestação retal, desconsiderando os achados ginecológicos relevantes e o agente etiológico identificado indiretamente pelo quadro clínico.
C) Doença inflamatória pélvica aguda (DIPA): DIPA exige critério mínimo de dor à palpação uterina, anexial ou de movimento do colo, sintomas não descritos. O quadro é predominantemente localizado (colo e reto), sem sinais de infecção pélvica alta.
Dicas para provas:
Nas questões sobre ISTs, atenção ao contexto epidemiológico — sexo anal desprotegido pode direcionar para quadros concomitantes em múltiplos sítios anatômicos. Palavras-chave como friabilidade, mucopurulento, tenesmo e hematoquezia sugerem etiologia gonocócica. Cuidado para diferenciar infecções específicas de manifestações inespecíficas!
Referências principais: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas das IST/MS, Harrison’s Principles of Internal Medicine, UpToDate.
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