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Ano: 2010 Banca: AOCP Órgão: FESF-SUS Prova: AOCP - 2010 - FESF-SUS - Advogado - azul |
Q544262 Português

Comissão do Parlamento britânico diz que remédio homeopático não funciona.

Homeopatia custa aos cofres públicos da Grã- Bretanha R$ 500 mil por ano.

Terapia, considerada sem eficácia, foi criada por médico alemão no séc. 18.

O Parlamento da Grã-Bretanha anunciou nesta segunda-feira (22) o resultado da análise de eficácia de remédios homeopáticos. 

O relatório da comissão de ciência e tecnologia do parlamento britânico afirma que os remédios homeopáticos são tão eficazes quanto placebo - substância sem ação, geralmente receitada por alguns médicos apenas para criar efeito psicológico nos pacientes. 

A comissão concluiu que as explicações científicas para a homeopatia não são convincentes e recomendou que o governo britânico pare imediatamente de oferecer esse tipo de remédio no serviço público de saúde. 

A homeopatia custa aos cofres públicos da Grã- Bretanha o equivalente a R$ 500 mil por ano. A quantia pode ser considerada irrisória dentro de um orçamento de R$ 300 bilhões destinados à área da saúde, mas os parlamentares afirmam que não é o dinheiro que está em jogo. O que eles querem é evitar que os doentes busquem a cura com medicamentos sem eficácia comprovada. 

O deputado Phil Willis, presidente da comissão de ciência e tecnologia, afirma que nenhum estudo comprovou que as pílulas homeopáticas têm poder medicinal. Segundo ele, a homeopatia nem deve mais ser licenciada pelo departamento do governo que regula a fabricação de remédios. O deputado afirma que os remédios homeopáticos não passam de pílulas de açúcar. 

A homeopatia, que foi criada por um médico alemão, no século 18, é a chamada medicina natural e, segundo os médicos homeopatas, não tem contraindicação. A homeopatia se propõe a curar com substâncias que normalmente provocam efeitos semelhantes aos das doenças. Por exemplo, o remédio homeopático para insônia contém uma substância extraída do café para ajudar o paciente a dormir.

 A doutora Charlote Mendes da Costa, da Associação Britânica de Homeopatia, não entende por que a comissão parlamentar não aceitou como evidência de eficácia dos produtos homeopáticos um estudo científico feito com 6.500 pessoas com diversas doenças. Segundo Charlote, elas se trataram apenas com remédios naturais, e mais de 60% dos pacientes ficaram curados.

A associação afirma que a homeopatia representa economia para o Ministério da Saúde porque custa menos de um décimo do preço de remédios industriais. Mesmo sem o apoio do governo, a associação de homeopatia vai continuar incentivando esse tipo de tratamento. 

Texto adaptado de

<http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL15009615603,00COMISSAO+DO+PARLAMENTO+BRITANICO+DIZ+QUE+REMEDIO+HOMEOPATICO+NAO+FUNCIONA.html>. Acesso em 23 fev 2010

Em todas as alternativas abaixo o elemento destacado é conjunção integrante, EXCETO
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central da questão: Funções morfossintáticas da palavra "que": Conjunção Integrante x Pronome Relativo.

No concurso para Advogado, é fundamental saber distinguir as funções do “que”, maior polivalência da Língua Portuguesa: pode atuar como conjunção integrante ou pronome relativo. O domínio dessa diferença é recorrente em provas, sobretudo para cargos jurídicos, pois afeta interpretação, coesão textual e análise sintática.

Justificativa da alternativa correta (D):

Na alternativa D) “A homeopatia se propõe a curar com substâncias que normalmente provocam efeitos...”, o termo destacado é pronome relativo. Veja o raciocínio:

  • Pronome relativo retoma um termo antecedente (aqui, “substâncias”) e introduz uma oração subordinada adjetiva, indicando uma característica desse termo.
  • O “que” pode ser substituído por “as quais”: “substâncias as quais normalmente provocam efeitos…”

Regra: Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), a função do pronome relativo é exatamente “introduzir uma oração que qualifica seu antecedente”.

Análise das alternativas incorretas:

  • A), B), C) e E): Todas apresentam “que” como conjunção integrante, introduzindo uma oração subordinada substantiva (objetiva direta de verbos como “querem”, “concluiu”, “diz”, “afirma”), completando o sentido desses verbos e não retomando termo antecedente.
    Exemplo prático: “O Parlamento diz que remédio homeopático não funciona.” — aqui, o “que” inicia a informação afirmada, não especifica substantivo anterior.

Estratégias para concurso:

  • Identifique se o “que” pode ser substituído por “o qual, a qual”… — pronome relativo!
  • Se inicia uma explicação, tese, opinião (completar verbo): geralmente, conjunção integrante.
  • Fique atento a pegadinhas, pois questões frequentemente alternam termos para confundir!

Resumo da regra: Pronome relativo retoma antecedente e apresenta oração adjetiva; conjunção integrante inicia oração substantiva, sem antecedente explícito. (Vide Nova Gramática do Português Contemporâneo, Cunha & Cintra)

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Comentários

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GAB D, haja vista ser pronome relativo, e, também, sujeito.

 

A letra "d" é a única que não pode ser substituída por "isso"

 

a) O que eles querem é evitar  ISSO

b) A comissão concluiu  ISSO

c) Comissão do Parlamento britânico diz  ISSO 

e) A associação afirma ISSO 

Duas dicas para saber se o "que" é pronome relativo:

1º Verificar se a palavra que antecede ele é um nome. Caso seja um verbo, ele não poderá ser relativo;

2º Busque o termo a que ele se refere;

No caso da questão:"que" faz referência a substâncias.

Quando for conjunção integrante sempre virá após um verbo.

exemplos da A, B, C e E

após verbo...integrante

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