Em todas as alternativas abaixo o elemento destacado é conj...
Comissão do Parlamento britânico diz que remédio homeopático não funciona.
Homeopatia custa aos cofres públicos da Grã- Bretanha R$ 500 mil por ano.
Terapia, considerada sem eficácia, foi criada por médico alemão no séc. 18.
O Parlamento da Grã-Bretanha anunciou nesta segunda-feira (22) o resultado da análise de eficácia de remédios homeopáticos.
O relatório da comissão de ciência e tecnologia do parlamento britânico afirma que os remédios homeopáticos são tão eficazes quanto placebo - substância sem ação, geralmente receitada por alguns médicos apenas para criar efeito psicológico nos pacientes.
A comissão concluiu que as explicações científicas para a homeopatia não são convincentes e recomendou que o governo britânico pare imediatamente de oferecer esse tipo de remédio no serviço público de saúde.
A homeopatia custa aos cofres públicos da Grã- Bretanha o equivalente a R$ 500 mil por ano. A quantia pode ser considerada irrisória dentro de um orçamento de R$ 300 bilhões destinados à área da saúde, mas os parlamentares afirmam que não é o dinheiro que está em jogo. O que eles querem é evitar que os doentes busquem a cura com medicamentos sem eficácia comprovada.
O deputado Phil Willis, presidente da comissão de ciência e tecnologia, afirma que nenhum estudo comprovou que as pílulas homeopáticas têm poder medicinal. Segundo ele, a homeopatia nem deve mais ser licenciada pelo departamento do governo que regula a fabricação de remédios. O deputado afirma que os remédios homeopáticos não passam de pílulas de açúcar.
A homeopatia, que foi criada por um médico alemão, no século 18, é a chamada medicina natural e, segundo os médicos homeopatas, não tem contraindicação. A homeopatia se propõe a curar com substâncias que normalmente provocam efeitos semelhantes aos das doenças. Por exemplo, o remédio homeopático para insônia contém uma substância extraída do café para ajudar o paciente a dormir.
A doutora Charlote Mendes da Costa, da Associação Britânica de Homeopatia, não entende por que a comissão parlamentar não aceitou como evidência de eficácia dos produtos homeopáticos um estudo científico feito com 6.500 pessoas com diversas doenças. Segundo Charlote, elas se trataram apenas com remédios naturais, e mais de 60% dos pacientes ficaram curados.
A associação afirma que a homeopatia representa economia para o Ministério da Saúde porque custa menos de um décimo do preço de remédios industriais. Mesmo sem o apoio do governo, a associação de homeopatia vai continuar incentivando esse tipo de tratamento.
Texto adaptado de
<http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL15009615603,00COMISSAO+DO+PARLAMENTO+BRITANICO+DIZ+QUE+REMEDIO+HOMEOPATICO+NAO+FUNCIONA.html>. Acesso em 23 fev 2010
Gabarito comentado
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Tema central da questão: Funções morfossintáticas da palavra "que": Conjunção Integrante x Pronome Relativo.
No concurso para Advogado, é fundamental saber distinguir as funções do “que”, maior polivalência da Língua Portuguesa: pode atuar como conjunção integrante ou pronome relativo. O domínio dessa diferença é recorrente em provas, sobretudo para cargos jurídicos, pois afeta interpretação, coesão textual e análise sintática.
Justificativa da alternativa correta (D):
Na alternativa D) “A homeopatia se propõe a curar com substâncias que normalmente provocam efeitos...”, o termo destacado é pronome relativo. Veja o raciocínio:
- Pronome relativo retoma um termo antecedente (aqui, “substâncias”) e introduz uma oração subordinada adjetiva, indicando uma característica desse termo.
- O “que” pode ser substituído por “as quais”: “substâncias as quais normalmente provocam efeitos…”
Regra: Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), a função do pronome relativo é exatamente “introduzir uma oração que qualifica seu antecedente”.
Análise das alternativas incorretas:
-
A), B), C) e E): Todas apresentam “que” como conjunção integrante, introduzindo uma oração subordinada substantiva (objetiva direta de verbos como “querem”, “concluiu”, “diz”, “afirma”), completando o sentido desses verbos e não retomando termo antecedente.
Exemplo prático: “O Parlamento diz que remédio homeopático não funciona.” — aqui, o “que” inicia a informação afirmada, não especifica substantivo anterior.
Estratégias para concurso:
- Identifique se o “que” pode ser substituído por “o qual, a qual”… — pronome relativo!
- Se inicia uma explicação, tese, opinião (completar verbo): geralmente, conjunção integrante.
- Fique atento a pegadinhas, pois questões frequentemente alternam termos para confundir!
Resumo da regra: Pronome relativo retoma antecedente e apresenta oração adjetiva; conjunção integrante inicia oração substantiva, sem antecedente explícito. (Vide Nova Gramática do Português Contemporâneo, Cunha & Cintra)
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Comentários
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GAB D, haja vista ser pronome relativo, e, também, sujeito.
A letra "d" é a única que não pode ser substituída por "isso"
a) O que eles querem é evitar ISSO
b) A comissão concluiu ISSO
c) Comissão do Parlamento britânico diz ISSO
e) A associação afirma ISSO
Duas dicas para saber se o "que" é pronome relativo:
1º Verificar se a palavra que antecede ele é um nome. Caso seja um verbo, ele não poderá ser relativo;
2º Busque o termo a que ele se refere;
No caso da questão:"que" faz referência a substâncias.
Quando for conjunção integrante sempre virá após um verbo.
exemplos da A, B, C e E
após verbo...integrante
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