A cintilação e o efeito estroboscópico podem provocar divers...
A cintilação e o efeito estroboscópico podem provocar diversos efeitos fisiológicos indesejados, como por exemplo, dores de cabeça.
São formas de evitar ou diminuir o efeito estroboscópico:
1. Utilizar lâmpadas que funcionem em corrente contínua.
2. Utilizar lâmpadas em alta frequência (acima de 30 kHz).
3. Distribuição da alimentação da iluminação por diferentes fases.
4. Utilizar lâmpadas com diferentes temperaturas de cor.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Efeito Estroboscópico
A rede elétrica em CA a 60 Hz faz a tensão oscilar 120 vezes por segundo, e lâmpadas de descarga com reatores eletromagnéticos antigos acompanham essa variação, piscando na mesma frequência. Embora invisível a olho nu, essa cintilação causa fadiga visual e representa risco grave em ambientes industriais, pois máquinas girando em velocidade sincronizada com a oscilação da luz podem parecer estáticas ou em movimento inverso ao real: o chamado efeito estroboscópico.
Para mitigar esse risco, a ABNT NBR ISO/CIE 8995-1 prescreve as seguintes soluções:
1 (Correta): Utilizar lâmpadas que funcionem em corrente contínua. Na Corrente Contínua (CC), não existe frequência de oscilação nem passagem por zero. O fornecimento de energia é uma linha reta contínua. Sem oscilação elétrica, o fluxo luminoso se mantém 100% constante, eliminando a cintilação e o risco do efeito estroboscópico.
2 (Correta): Utilizar lâmpadas em alta frequência (acima de 30 kHz). Esta é a solução implementada pelos modernos reatores eletrônicos. Eles elevam a frequência da rede de 60 Hz para a faixa de 30 kHz a 50 kHz. Com a corrente oscilando a mais de 30.000 vezes por segundo, o gás e o pó fluorescente dentro da lâmpada não têm tempo físico para "esfriar" ou diminuir seu brilho entre os ciclos. A inércia luminosa faz com que a luz gerada seja vista como totalmente contínua.
3 (Correta): Distribuição da alimentação da iluminação por diferentes fases. Em um galpão com reatores eletromagnéticos convencionais, o truque de engenharia é distribuir as luminárias intercalando as fases do sistema trifásico (Fase R, Fase S e Fase T). Como as três fases são defasadas eletricamente em 120 graus (ou 2 * pi / 3 radianos) umas das outras, quando a onda de uma fase cruza o zero, as outras duas fases possuem valores de tensão elevados. O resultado prático é que o ambiente como um todo nunca fica "no escuro" simultaneamente, mitigando a ilusão de ótica da máquina parada.
4 (Incorreta): Utilizar lâmpadas com diferentes temperaturas de cor. A Temperatura de Cor Correlata (Tcp), cuja unidade é o Kelvin (K), classifica puramente a aparência visual da luz emitida pela lâmpada (por exemplo, luz quente e amarelada abaixo de 3.300 K, ou luz fria e azulada acima de 5.300 K). Ela não tem nenhuma correlação matemática ou física com a frequência da rede, a forma de onda ou a estabilidade do fluxo luminoso, sendo inútil para resolver problemas de estroboscopia.
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