A palavra “que” destacada no período “[...] porque ...
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Tema central: A questão aborda as funções morfossintáticas da palavra “que”, cobrando do candidato a habilidade de identificar e diferenciar as funções sintáticas assumidas por essa palavra conforme o contexto, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Justificativa da alternativa correta (A):
No trecho “Pode ser que me engane”, o “que” é conjunção subordinativa integrante, pois estabelece uma oração subordinada substantiva que funciona como sujeito do verbo “ser”.
Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), a conjunção integrante introduz orações substantivas, podendo ser substituída por “isso”: “Pode ser isso”. Essa substituição confirma a função integrante.
Análise das alternativas incorretas:
B) “inventar o mundo em que vive.”
O “que” retoma o termo “mundo”, funcionando como pronome relativo, ligando a oração e retomando o substantivo anterior.
C) “é no campo da religião e da política que a intolerância se manifesta”
Aqui, temos o fenômeno do “que” expletivo ou de realce, relacionado à estrutura enfática (“é... que”). Embora muitos chamem de consecutivo, o essencial é perceber que não se trata de conjunção integrante.
D) “guerra santa contra a civilização ocidental, que não segue as palavras...”
O “que” retoma “civilização ocidental”: pronome relativo.
E) “realidade cultural, inventada, que alcança hoje...”
Novamente, pronome relativo, retomando “realidade cultural”.
Resumo da regra: Como ensina Cunha e Cintra, “que” como conjunção integrante introduz oração com valor substantivo; “que” como pronome relativo retoma um termo antecedente e “que” de realce reforça a estrutura do período.
Estratégia de prova: Ao encontrar o “que”, pergunte-se: está retomando termo anterior (pronome relativo)? Introduzindo oração que pode ser substituída por “isso” (conjunção integrante)? Ou apenas dando ênfase (realce)?
Portanto, a alternativa A é a única com função diferente, pois é conjunção integrante. As demais são pronomes relativos ou de realce.
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Comentários
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Qual a função morfossintática do que?
No otem c, entendi o "que" como parte de uma locuçao expletiva (ênfase): "é...que", logo, nao se trata de pronome relativo. Estou certo?
Alguém poderia comentar a letra c? Nao consigo ver esse "que"como pronome relativo.
Obrigado.
Alexandre,
Os pronomes relativos referem-se a um termo anterior, chamado antecedente (que pode ser um substantivo ou pronome substantivo).
Exemplos de pronomes relativos: QUE, O QUAL (e suas flexões), QUEM, CUJO, ONDE, COMO, QUANDO e QUANTO.
Na letra C, tente substituir por CUJO. Assim sendo, a frase reescrita ficaria assim:
"[...] é no campo da religião e da politica CUJA intolerância se manifesta [...]"
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