No texto, a chefia
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Tema central: A questão aborda interpretação de texto literário, focando na relação entre a chefia e o personagem João. Avalia-se aqui a coerência textual e a capacidade de identificar críticas sociais e ironia presentes na narrativa. Essas habilidades são fundamentais para provas de concursos, especialmente na área de Biblioteconomia, em que é comum interpretar textos literários e institucionais.
Análise da alternativa correta (B):
A opção B afirma que a chefia “conserva uma postura de indiferença em relação ao protagonista, o que evidencia um sistema burocrático opressor”. Essa leitura é correta pois, ao longo do texto, percebe-se que João recebe “prêmios” que, na verdade, apenas o prejudicam: cortes salariais, piora nas condições de trabalho e perda de direitos.
Segundo a norma de coerência textual (Celso Cunha & Lindley Cintra), a interpretação deve considerar o sentido global — e o conto de Victor Giudice utiliza a ironia para denunciar o descaso típico do sistema burocrático, levando à desumanização de João, que, ao fim, é reduzido literalmente a um arquivo.
Análise das alternativas incorretas:
A) “Reconhece o envolvimento do protagonista... valorização da meritocracia.”
Equívoco: Não há valorização real. O texto mostra o oposto: todos os supostos reconhecimentos são, na prática, punições ou reduções.
Dica para provas: Questões literárias muitas vezes usam termos elogiosos para induzir erro: atenção ao contexto!
C) “Critica constantemente o modo como o protagonista executa as tarefas...”
Erro: O texto não retrata críticas à execução do trabalho, nem preocupação em formar João. O problema é o descaso, não a cobrança.
D) “Supervisiona as atitudes do protagonista...”
Incorreto: Não há supervisão ou monitoramento positivo. O que há é mera indiferença, pautada pela desumanização. Supervisionar implica ao menos algum interesse legítimo, o que não condiz com o que lemos.
Estratégia para interpretação: Atente para expressões-chave do texto e reflita sobre o tom e as críticas implícitas. Sempre questione se a alternativa faz sentido diante do todo e busque identificar possíveis ironia e crítica social, que são recorrentes em textos literários de concursos.
Referências fundamentais:
Segundo Evanildo Bechara e Celso Cunha, uma interpretação acertada resulta da análise global do texto, evitando o uso isolado de trechos.
Resumo: João nunca é realmente valorizado, apenas descartado e substituído, sendo vítima de um sistema impessoal e opressor.
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