Assinale a alternativa correta quanto à Regência Verbal.
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Gabarito comentado
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Tema central: Regência Verbal – corresponde à relação dos verbos com seus complementos, sobretudo quanto ao uso correto de preposições, conforme exige a norma-padrão da Língua Portuguesa. Para quem vai prestar concurso, conhecer a regência dos principais verbos é imprescindível para evitar erros sutis de sintaxe.
Alternativa correta: A) Perdoaram o erro ao projetista.
Justificativa: O verbo perdoar apresenta dupla regência (Celso Cunha & Lindley Cintra; Evanildo Bechara): exige objeto direto para “coisa” (o erro) e objeto indireto para “pessoa” (ao projetista), sendo obrigatória a preposição “a” para pessoas. Assim, a frase está perfeita: “Perdoaram o erro ao projetista.”
Regra objetiva: pagar, perdoar, agradecer são transitivos diretos para coisas e indiretos para pessoas.
Análise das incorretas:
B) “Nunca esqueça daquilo que te fez vencer.” → Erro de regência! O verbo esquecer, sem pronome reflexivo, é transitivo direto. O correto é: “Nunca esqueça aquilo...” (Sem a preposição). Se usasse “esqueça-se daquilo”, aí sim caberia a preposição “de”.
C) “Nós procederemos a aplicação desta prova.” → Apesar de “proceder” aceitar preposição, a construção formal correta exige crase: “à aplicação”. Faltou o acento indicativo de crase.
D) “Obedecemos a nova legislação...” → Mesmo “obedecer” exigindo a preposição “a”, também há crase obrigatória antes de palavra feminina: “à nova legislação”. Errou por faltar o acento.
E) “Assisti o filme que mais gostava...” → Assistir (no sentido de “ver”) é transitivo indireto para coisa; exige preposição: “Assisti ao filme”. Observe que muitos erram aqui por influência da oralidade.
Resumo estratégico: Atenção a pegadinhas com verbos de dupla regência, após a preposição “a” e a necessidade de crase. Treine observar se o complemento é “coisa” ou “pessoa”. Gramáticas de Bechara e Cunha & Cintra reforçam essa separação clara.
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Comentários
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a) perdoar é verbo transitivo direto quanto ao objeto e indireto quanto ao sujeito. Gabarito.
b) no presente do subjuntivo, o verbo esquecer associado ao pronome tu (2ª pessoa do singular) fica conjugado como "esqueçaS" ("s" no final)
c) o verbo proceder no sentido de efetuar exige a preposição "a", de modo que o "a" após o verbo na frase deveria estar craseado.
d) o correto seria: "Obedecemos a nova legislação, aquela que está em vigor".
e) o verbo assistir no sentido de visualizar exige a preposição "a" (quem assiste, assiste "a"algo). Assim, o correto seria: Assisti AO filme que mais gostava naquela tarde de domingo.
Se algo estiver errado, por favor avise em baixo (nos comentários) a mim e aos colegas.
A) Perdoaram o erro ao projetista. PERDOAR é VTD por isso esta correta. Gabarito
B) Nunca esqueça daquilo que te fez vencer. O verbo ESQUECER é VTD e quando pronominal exige a preposição "de", logo ficaria certo (Nunca se esqueça daquilo ou nunca esqueça aquilo).
C) Nós procederemos a aplicação desta prova. O verbo PROCEDER é VTI exige a preposição sendo obrigatório a contração da crase.
D) Obedecemos a nova legislação, essa que está em vigor O verbo OBEDECER é VTI exige a preposição sendo obrigatório a contração da crase.
E) Assisti o filme que mais gostava naquela tarde de domingo. O verbo ASSISTIR de ver é VTI ,logo ficaria correto (Assistir ao filme....)
FATUOU PASSOU!
Meu comentário será longo, porém necessário. Se não gosta de ler, ignore e siga adiante. Escrevo para quem deseja aprender.
a) Perdoaram o erro ao projetista.
Correto. De acordo com Celso Pedro Luft, em Dicionário Prático de Regência Verbal, p. 399, a regência primária do verbo é "perdoar algo a alguém", ou seja, é transitivo direto e indireto: há objeto direto (o erro) e indireto (ao projetista), representado por pessoa. Portanto, eis o gabarito.
b) Nunca esqueça daquilo que te fez vencer.
Incorreto. Consoante Celso Pedro Luft, em Dicionário Prático de Regência Verbal, p. 277, o verbo "esquecer-se", quando pronominal, é transitivo direto e indireto e rege preposição "de"; todavia, pululam em nossa literatura, sobretudo entre os mais modernos, exemplos contrariando a orientação:
I - "Ia esquecendo de fazer uma confidência importante." (Érico Veríssimo)
II - "Não esquecia da saúva." (Mário de Andrade)
III - "Por quê? teria esquecido de que havia cegos?" (Clarice Lispector)
Correção: "Nunca se esqueça daquilo que te fez vencer".
Obs.: diz-se que o verbo "esquecer-se" é transitivo direto e indireto porque o pronome oblíquo átono contíguo a ele é o que se chama de objeto direto fossilizado: esqueci-me, esqueceu-se, esqueço-te, etc. E o complemento preposicionado pela preposição "de" é objeto indireto: esqueci-me de você, esqueceu-se de todos, esqueço-te de lhe escrever. Em provas, tende-se a dar a esse verbo tratamento de transitivo indireto. Atentem para isso.
c) Nós procederemos a aplicação desta prova.
Incorreto. Segundo Celso Pedro Luft, em Dicionário Prático de Regência Verbal, p. 418, o verbo "proceder" rege a preposição "a" (p. ex.: proceder a um inquérito), embora também possa, mais raramente, reger a preposição "em". Na frase da alternativa, deveria ter sido assinalada a crase.
Correção: "Nós procederemos à aplicação desta prova".
d) Obedecemos a nova legislação, essa que está em vigor.
Incorreto, mas com ressalvas. Em se tratando de regência verbal, tenha consigo que um mesmo verbo gravita em torno de inúmeras acepções, dentro das quais pode ser transitivo direto, intransitivo e transitivo indireto ou ainda transitivo direto e indireto. No caso dos verbos "obedecer" e "desobedecer", cuja análise do primeiro serve para a do segundo, comportam-se pelo menos três classificações distintas: transitivo direto, transitivo indireto e intransitivo. Recomendo atentarem para comentários genéricos que limitam a classificação desses verbos e que por certo os fará incorrer em severo solecismo regencial.
Dito isso, sigamos com a lição de Celso Pedro Luft, em Dicionário Prático de Regência Verbal, p. 381, que ensina que entre os clássicos o verbo "obedecer" é encontrado como transitivo direto:
"Nem a Deus se podem perguntar os porquês: obedecê-los sim, muda e cegamente." (Pe. Antônio Vieira)
Também em autores modernos:
"... ele não teria porque obedecê-la." (Clarice Lispector)
"Eu devia obedecer minha mãe em tudo." (José J. Viega)
Posso-lhes citar dezenas de autores clássicos ou modernos que, em detrimento da transitividade indireta, optavam pela transitividade direta de "obedecer", contudo me furto a fazê-lo e encerro aqui o rol exemplificativo. O fato é que, na língua pura, ainda se preconiza a transitividade indireta desse verbo, que se estenderá para o verbo "desobedecer", na medida em que ambos são análogos regencialmente falando. Em última análise, quando fizer uma prova, prefira tratar os dois verbos, "obedecer" e "desobedecer", como transitivos indiretos regendo preposição "a", posto que a transitividade direta seja legítima.
e) Assisti o filme que mais gostava naquela tarde de domingo.
Incorreto. Em português culto, segundo Celso Pedro Luft, em Dicionário Prático de Regência Verbal, p. 79, o verbo "assistir", quando no sentido de "estar presente; presenciar; comparecer", é transitivo indireto e rege a preposição "a".
Correção: "Assisti ao filme que mais gostava (...)".
Letra A
ainda nao entendi o erro da B
pandoringx, sem preposição, sem pronome, com preposição, com pronome.
Nunca se esqueça daquilo que te fez vencer ou,
Nunca esqueça aquilo que te fez vencer.
Acho que é isso mesmo.
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