Uma gestante apresenta fator de risco para hemorragia na ge...
A importância dessa vacina para o recém-nascido é
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Alternativa correta: C — garantir a imunidade passiva do recém-nascido.
Tema central: vacinação materna com dTpa (difteria, tétano e coqueluche) durante a gestação para proteger o RN por meio de imunidade passiva transplacentária. Anticorpos IgG maternos atravessam a placenta via receptor FcRn, especialmente no 3º trimestre, conferindo proteção nos primeiros meses de vida, quando o RN ainda não completou seu esquema vacinal.
Justificativa da alternativa C: A dTpa na gestação eleva títulos de IgG anti-pertussis, anti-difteria e anti-tétano no sangue materno, que são transferidos ao feto, reduzindo casos graves e hospitalizações por coqueluche no período neonatal e nos primeiros 2–3 meses. Evidências robustas sustentam essa estratégia (OMS/SAGE, CDC/ACIP, SBP e Ministério da Saúde/PNI), com recomendação de dTpa em toda gestação (Brasil: a partir de 20 semanas; CDC: 27–36 semanas) para maximizar a transferência placentária.
Estratégia de prova (pegadinha): o enunciado menciona “risco de hemorragia”, mas isso não muda a indicação: a dTpa é universal na gestação. A pergunta pede a importância para o RN—palavra-chave para reconhecer imunidade passiva, e não um benefício genérico.
Análise das alternativas incorretas:
A) “Prevenir doenças respiratórias”: imprecisa e ampla. A dTpa não previne a maioria das doenças respiratórias (ex.: vírus sincicial respiratório, influenza). O alvo principal no RN é a coqueluche; logo, a formulação genérica não atende ao objetivo específico da vacina na gestação.
B) “Proteger contra doenças infecciosas graves”: também genérica. Embora coqueluche e tétano sejam infecções graves, a razão específica no contexto materno-fetal é a transferência transplacentária de anticorpos, que é o conceito avaliado.
D) “Prevenir doenças gastrointestinais”: incorreta. A dTpa não cobre patógenos entéricos; não há relação com GI.
Conduta recomendada (diretrizes): dTpa em toda gestação (PNI/MS: ≥20 semanas; CDC/ACIP: 27–36 semanas). Se não aplicada no pré-natal, fazer no puerpério imediato. O “cocooning” (vacinar contatos próximos) pode complementar, mas a vacinação materna é a estratégia mais efetiva para proteger o RN.
Referências: Ministério da Saúde/PNI; Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); OMS/SAGE Pertussis Vaccination in Pregnancy; CDC/ACIP Tdap in Pregnancy; UpToDate – Immunization in pregnancy.
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