Às vezes, dizemos "sim" quando gostaríamos de dizer "não". ...

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Q3839845 Português
Às vezes, dizemos "sim" quando gostaríamos de dizer "não". Aceitamos sair mesmo quando estamos cansados ou com a "bateria baixa", respondemos com doçura quando o que gostaríamos era só silêncio. Fazemos isso em nome da harmonia, do cuidado, daquilo que acreditamos ser gentileza — mas há momentos em que esse gesto começa a nos pesar. Afinal, os limites para a gentileza é essencial para que o ato continue sendo leve e genuíno.

(Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/#ter-ternura-com-limites. Acesso em: 15 dez. 2025. Adaptado.)

A respeito das concordâncias nominal e verbal, leia o excerto e analise as sentenças:

I.A construção "mas há momentos em que esse gesto começa a nos pesar" apresenta correta concordância do verbo "haver", uma vez que ele é impessoal. Se a autora do texto decidisse usar o verbo "existir", seria necessário fazer a concordância, ficando "mas existem momentos...".
II.Há um problema de concordância verbal e nominal na expressão "é essencial" que deveria estar no plural, concordando com o núcleo do sujeito − "limites".
III.O trecho "para que o ato continue sendo leve e genuíno" apresenta corretas concordância verbal e nominal. Primeiro, porque o verbo e os adjetivos concordam com sujeito "o ato" e este está no singular porque tem como referente "a gentileza".

É correto o que se afirma em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No trecho "mas há momentos em que esse gesto começa a nos pesar. Afinal, os limites para a gentileza é essencial para que o ato continue sendo leve e genuíno.", a resolução depende de reconhecer três pontos: "haver", no sentido de existir, é impessoal e permanece no singular; se fosse substituído por "existir", haveria concordância com "momentos"; em "os limites para a gentileza é essencial", o núcleo do sujeito é "limites", o que exige plural no verbo e no predicativo; e "o ato continue sendo leve e genuíno" está correto, com concordância no singular. Isso confirma a alternativa C.

Tema central: concordância verbal e nominal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque restringe a correção à sentença II. I também está correta, já que "há" foi empregado como verbo impessoal no sentido de existir. III também está correta, porque "continue", "leve" e "genuíno" concordam com o sujeito singular "o ato".
B
Errada
Está errada porque considera correta apenas a sentença I. A sentença II está correta ao apontar o desvio em "os limites para a gentileza é essencial", pois o sujeito plural exige plural no verbo e no predicativo. A sentença III também está correta, porque a concordância em "o ato continue sendo leve e genuíno" está regular.
C
Certa
A alternativa C está correta porque as três sentenças se sustentam pela norma de concordância aplicada ao excerto. Em I, "há momentos" está correto porque "haver", com valor existencial, é impessoal; por isso fica no singular, e a reescrita com "existir" exigiria plural: "existem momentos". Em II, há de fato desvio em "os limites para a gentileza é essencial", pois o núcleo do sujeito é "limites", no plural, o que pede plural tanto no verbo de ligação quanto no predicativo: "são essenciais". Em III, "o ato continue sendo leve e genuíno" apresenta concordância adequada, porque o sujeito expresso é "o ato", singular, e tanto o verbo quanto os predicativos estão corretamente no singular.
D
Errada
Está errada porque exclui a sentença I, mas I está correta. No trecho "há momentos", o verbo "haver" tem sentido existencial e, por isso, permanece na 3.ª pessoa do singular, independentemente de o termo seguinte estar no plural.
E
Errada
Está errada porque exclui a sentença II, mas II está correta. Em "os limites para a gentileza", o núcleo do sujeito é "limites"; portanto, a forma "é essencial" contraria a concordância padrão, que exigiria "são essenciais". O segmento "para a gentileza" não altera esse núcleo.
Pegadinha da questão
A banca explora três confusões reais: tomar "momentos" como se fosse sujeito de "há" e exigir plural indevido; não perceber que o núcleo de "os limites para a gentileza" é "limites"; e achar, em III, que a concordância depende de "gentileza", quando ela se decide sintaticamente por "o ato".
Dica para questões semelhantes
  • Com "haver" no sentido de existir, não procure sujeito para fazer concordância: a forma fica no singular.
  • Se o verbo for "existir", localize o sujeito e faça a concordância com ele: "existem momentos".
  • Em sujeito com vários termos, identifique o núcleo antes de decidir a concordância; em "os limites para a gentileza", o núcleo é "limites".
  • No predicativo do sujeito, confira com qual núcleo ele concorda; em "o ato continue sendo leve e genuíno", tudo concorda com "o ato".

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