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Q3547031 Medicina
A celulite infecciosa trata-se de uma infecção orbitária grave, sendo a causa mais comum de órbita aguda. Sobre a celulite infecciosa, não é correto afirmar que:
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Tema central: Celulite orbitária é infecção grave do conteúdo orbitário, geralmente decorrente de sinusite (especialmente etmoidal), com risco de perda visual e complicações intracranianas. Distinguir de celulite pré-septal (periorbitária) é essencial para manejo.

Gabarito (afirmação incorreta): B

Justificativa da alternativa B: A afirmação diz que a celulite fúngica é a mais comum. Isso é falso. A etiologia mais frequente é bacteriana (Staphylococcus aureus, Streptococcus spp. e anaeróbios), via de regra secundária à sinusite. Celulite orbitária fúngica ocorre sobretudo em diabéticos e imunossuprimidos (mucormicose, aspergilose) e é emergencial, mas não é a forma mais comum. Referências: UpToDate; AAO Preferred Practice Pattern; Harrison’s.

Pegadinha de prova: confundir “é emergência” (verdade para ambas) com “é a mais comum” (falso para fúngica). Foque na epidemiologia.

Análise das demais alternativas:

A. Correta. A infecção pode ser causada por bactérias (principal), fungos (mucor/aspergillus em imunodeprimidos) e, raramente, parasitos (p.ex., miiase, cisticercose com envolvimento orbitário). Embora incomuns, etiologias não bacterianas são possíveis.

C. Correta. Pré-septal não acomete a órbita, logo não causa proptose nem oftalmoplegia; é mais comum em crianças <5 anos. Já a orbitária cursa com dor à movimentação ocular, limitação da motilidade, proptose e, às vezes, ↓ acuidade visual.

D. Correta. A TC de órbitas e seios da face com contraste identifica padrões como celulite difusa, abscesso subperiosteal ou abscesso orbitário. Hemograma, glicemia (risco fúngico em diabéticos) e função renal são úteis para gravidade e para uso de contraste/antibióticos.

E. Correta. Quadro típico: hiperemia palpebral, dor, edema, proptose, quemose, diplopia, ↓ acuidade visual e ↓ motilidade ocular, com sinais sistêmicos como febre e mal-estar.

Diagnóstico prático: Suspeitar de orbitária se houver dor à mobilização, oftalmoplegia, proptose, defeito pupilar aferente ou ↓ visão. Realizar TC com contraste e solicitar hemograma, PCR, glicemia e função renal. Considerar RM se preocupação intracraniana.

Conduta de escolha: Internação e antibioticoterapia endovenosa de amplo espectro: p.ex., ampicilina-sulbactam ou ceftriaxona + metronidazol; acrescentar vancomicina se risco de MRSA. Avaliação conjunta com Otorrino; drenagem se abscesso. Antifúngico (anfotericina B/isavuconazol) se suspeita fúngica. Diretrizes: AAO, AAP/IDSA, UpToDate.

Estratégia para provas: Diferencie pré-septal vs orbitária pelos sinais orbitários (proptose/oftalmoplegia/visão). Lembre: bactéria é a causa mais comum; fúngica é rara e grave, sobretudo em diabéticos.

Referências: UpToDate (Orbital cellulitis), AAO Preferred Practice Pattern – Orbital Cellulitis, Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Gabarito: B

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