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Q2402573 Medicina
As úlceras de perna apresentam uma prevalência de 3 a 5% da população acima de 65 anos de idade. Sua incidência vem apresentando um aumento progressivo, por causa de uma maior sobrevida da população e do aumento dos fatores de risco para doença aterosclerótica, como o tabagismo, obesidade e diabetes. Sobre o assunto, correlacione as colunas a seguir:

I – A ausência de dor ou sua pouca intensidade e a localização próxima ao maléolo medial são achados frequentes desse tipo de úlcera.
II – Tais úlceras mostram borda bem delimitada e base seca, que pode estar, por vezes, recoberta por restos necróticos, tendem a ser muito dolorosas, especialmente à noite.
III – Frequentes sob a primeira articulação metatarsofalangiana, base do quinto metatarso e calcâneo; caracterizam-se por serem indolores, profundas, com halo de hiperceratose.

( ) Úlcera arterial. ( ) Úlcera neuropática. ( ) Úlcera venosa.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta obtida no sentido de cima para baixo.
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Comentário da questão – Úlceras de perna: diagnóstico diferencial

Tema central: A questão aborda a diferenciação clínica entre os principais tipos de úlceras de perna: venosa, arterial e neuropática. Esse tema é frequente em concursos na área médica, pois envolve reconhecer padrões de apresentação clínica e fundamentos de fisiopatologia vascular.

Análise das assertivas e relação com os tipos de úlcera:

I. Ausência de dor (ou dor leve) e localização próxima ao maléolo medial – Descritivo típico da úlcera venosa. Essas lesões geralmente ocorrem na face medial da perna, próximas ao maléolo medial, são pouco dolorosas e cursam com outros sinais de insuficiência venosa (edema, hiperpigmentação). Segundo o Manual de Condutas para Tratamento de Úlceras em Hanseníase e Diabetes do Ministério da Saúde, página 11: “As úlceras venosas apresentam localização mais comum próxima ao maléolo medial e são pouco dolorosas”.

II. Bordas bem delimitadas, base seca, restos necróticos e dor intensa, mais acentuada à noite – Esta é a descrição clássica da úlcera arterial. Caracterizam-se por acometer áreas distais, bordas regulares (“punciformes”), tecido desvitalizado e dor forte, especialmente com o membro elevado ou à noite. Conforme registrado no Manual de Úlceras Crônicas, página 18: “Úlceras arteriais são geralmente muito dolorosas e acometem proeminências ósseas”.

III. Frequência em pontos de pressão dos pés, indolores, profundas e com halo de hiperceratose – Refere-se a úlcera neuropática, típica de pacientes diabéticos por acometer áreas submetidas a pressão, ser profunda, indolor (neuropatia periférica) e cercada por hiperplasia da pele.

Alternativa correta: B) II – III – I

Raciocínio clínico: A análise correta parte da identificação dos principais achados semiológicos: intensidade da dor e localização sugerem a origem da úlcera. Úlceras venosas são pouco dolorosas e supramaleolares; arteriais apresentam dor intensa e base seca; neuropáticas acometem áreas de apoio e são indolores.

Análise das alternativas incorretas:

A) I – III – II: Troca as características da úlcera arterial e neuropática. C) III – II – I: Ordem incompatível com os padrões semiológicos. D) II – I – III: Inverte as descrições de neuropática e venosa.

Dica para provas: Atenção para detalhes como localização anatômica, qualidade da dor e aspecto da ferida. Palavras como maléolo medial (venosa), hiperceratose (neuropática) e dor intensa (arterial) são decisivas para o diagnóstico diferencial.

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Para explicar a questão, é importante primeiramente entender o que cada tipo de úlcera de perna representa e como elas se manifestam clinicamente. I – A descrição da ausência de dor ou pouca intensidade e a localização próxima ao maléolo medial são características típicas da úlcera venosa. As úlceras venosas são mais comuns em áreas onde a pressão venosa é mais alta, como próximo ao tornozelo, e muitas vezes são menos dolorosas devido à má circulação e à insuficiência venosa crônica. II – A descrição de úlceras com borda bem delimitada, base seca e por vezes recobertas por restos necróticos, acompanhadas de dor intensa, principalmente à noite, é indicativa de úlcera arterial. As úlceras arteriais ocorrem devido à falta de oxigenação adequada no tecido, causada pela doença arterial periférica, e tendem a ser muito dolorosas, especialmente devido à isquemia tecidual. III – A descrição de úlceras que ocorrem frequentemente sob a primeira articulação metatarsofalangiana, base do quinto metatarso e calcâneo, que são indolores, profundas e com halo de hiperceratose, é típica de úlcera neuropática. Essas úlceras estão associadas a distúrbios de sensibilidade, como os encontrados na neuropatia diabética, onde o paciente perde a sensação de dor no local afetado, permitindo que lesões profundas ocorram sem que sejam percebidas. Portanto, correlacionando as descrições às respectivas úlceras, obtemos a seguinte sequência: I – Úlcera venosa ( ) II – Úlcera arterial ( ) III – Úlcera neuropática ( ) A resposta correta é a sequência II – III – I, ou seja, alternativa B (úlcera arterial, úlcera neuropática, úlcera venosa). Esta sequência coloca cada descrição ao lado do tipo correspondente de úlcera de perna.

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