Define-se obstrução arterial aguda (OAA) como qualquer défic...

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Q2402568 Medicina
Define-se obstrução arterial aguda (OAA) como qualquer déficit agudo de perfusão que comprometa a perfusão tecidual do membro e que pode vir a comprometer sua viabilidade. Sobre a patologia em questão, assinale a alternativa que descreve corretamente uma OAA de provável origem embólica. 
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Tema central: A questão aborda a Obstrução Arterial Aguda (OAA), um quadro vascular grave caracterizado por interrupção súbita do fluxo arterial, levando a isquemia do membro afetado e, se não tratada, a perda funcional ou necrose.

Justificativa da alternativa correta (D):

Segundo as diretrizes da ESVS: “O início súbito de sintomas de isquemia aguda de membros é típico no embolismo arterial.” Na OAA embólica, o paciente frequentemente apresenta início abrupto de sintomas – dor muito intensa de início súbito –, pois o êmbolo bloqueia bruscamente o vaso, sem tempo para formação de circulação colateral. Esses pacientes, geralmente, não apresentam sintomas prévios, como claudicação, e não costumam ter doença arterial periférica no membro afetado.
O déficit de pulso no membro contralateral é raro, confirmando se tratar de um evento localizado, típico do fenômeno embólico, ao contrário do trombótico, que envolve doença difusa. Portanto, a alternativa D descreve corretamente esse perfil.

Análise das alternativas incorretas:

A) “Suspeita de fibrilação atrial e angina instável.”
Apesar de fibrilação atrial ser um fator de risco embólico, a alternativa não descreve o quadro clínico clássico da OAA, apenas os fatores de risco. O foco da questão está no padrão de apresentação clínica, e não nas comorbidades.

B) “Dor moderada, início subagudo e antecedente de claudicação.”
Essa alternativa é típica da oclusão trombótica, e não embólica. Pacientes com trombose geralmente têm histórico de claudicação intermitente devido à doença arterial crônica, e o quadro é menos abrupto, com sintomas menos intensos.

C) “Doença cardíaca frequente e presença de sopros no membro contralateral.”
Embora a doença cardíaca predispõe à embolia, a referência à presença de sopros no membro contralateral indica doença arterial periférica difusa (trombótica), não característica de eventos embólicos súbitos e localizados.

Dicas para provas: Atenção à prisão súbita de sintomas intensos, ausência de história prévia e déficit de pulso localizado, sem sinais no membro oposto – pontos-chave na diferenciação de causas embólicas versus trombóticas.

Evidência científica: Conforme UpToDate e Harrison’s, pacientes com OAA embólica geralmente têm membro previamente assintomático e apresentação agudíssima de sintomas (dor, palidez, frio, ausência de pulso).

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A questão refere-se às características clínicas de uma obstrução arterial aguda (OAA) de origem embólica. A alternativa D é a correta porque a embolia arterial frequentemente se apresenta com dor muito intensa e de início súbito devido ao abrupto bloqueio do fluxo sanguíneo para o membro afetado. O déficit de pulso (ausência ou diminuição dos pulsos arteriais) é uma consequência direta da obstrução, mas como a embolia ocorre de forma aguda e pode ser em um local previamente sem doença vascular significativa, a presença de sopros ou sinais de doença arterial periférica no membro contralateral é menos frequente. As demais alternativas não correspondem ao quadro típico de uma embolia. A alternativa A menciona fibrilação atrial, que é uma causa comum de embolia, mas a presença de angina instável não é típica de OAA. A alternativa B descreve um início subagudo e dor moderada, que é mais sugestivo de doença vascular crônica. A alternativa C menciona doença cardíaca frequente e presença de sopros no membro contralateral, o que pode estar associado a doença arterial periférica crônica e não necessariamente com OAA de origem embólica. Portanto, a alternativa D descreve de forma mais precisa o quadro clínico de OAA por embolia arterial.

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