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Q2252366 Economia
Com relação à moeda, aos déficits e à inflação, julgue os itens abaixo.
Alternativas

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Alternativa Correta: C

Tema Central: A questão aborda conceitos de macroeconomia, especificamente relacionados à moeda, déficits e inflação. Compreender esses conceitos é essencial para qualquer profissional que trabalhe como Analista Legislativo, já que decisões políticas e econômicas influenciam diretamente a estabilidade e o crescimento econômico de um país.

Resumo Teórico: A relação entre déficit orçamentário, taxa de juros, moeda e inflação é um tema clássico na macroeconomia. Déficit orçamentário ocorre quando as despesas do governo excedem suas receitas. Quando financiado por dívida, pode influenciar a taxa de juros e a inflação. A taxa de câmbio também pode ser afetada por movimentos na política fiscal, afetando exportações e importações.

Justificativa para a Alternativa C: A alternativa C está correta porque descreve um fenômeno conhecido na teoria econômica: quando o governo americano amplia seu déficit orçamentário, por exemplo, para financiar gastos com a guerra, isso tende a reduzir a poupança doméstica e aumentar a taxa de juros real. Como efeito secundário, pode ocorrer a depreciação do dólar, o que geralmente leva à redução das exportações líquidas. Este é um exemplo clássico do efeito "crowding out", onde o aumento do déficit público pode deslocar o investimento privado.

Análise das Alternativas Incorretas:

Alternativa A: Esta afirmação está correta apenas sob certas condições. Se a taxa de juros real exceder consistentemente a taxa de crescimento do PIB, a razão dívida/PIB pode aumentar, mas isso não é automático e depende de outros fatores, como políticas fiscais e monetárias.

Alternativa B: A proposição está incorreta porque déficits fiscais temporários, como cortes de impostos transitórios, não necessariamente levam a aumentos permanentes no nível de preços. O efeito sobre a inflação depende de diversos fatores, incluindo a resposta da política monetária.

Alternativa D: Está incorreta porque o financiamento de despesas por emissão monetária não aumenta diretamente a dívida pública, mas sim a base monetária. O efeito sobre o déficit primário depende de como a política é gerida.

Alternativa E: A hipótese da equivalência ricardiana sugere que os déficits não afetam o consumo porque os indivíduos antecipam futuros impostos para pagar a dívida. Assim, é incorreto afirmar que a expansão do déficit necessariamente expande o consumo e a produção.

Conclusão: Compreender essas relações é crucial para interpretar corretamente as questões de macroeconomia em concursos. Revisar teorias econômicas fundamentais e suas aplicações práticas ajudará na resolução de questões semelhantes.

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Comentários

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O gabarito só pode ser esse se ao invés de depreciar o texto fosse "apreciar", descrevendo corretamente o fenômeno dos déficits gêmeos americanos - déficit em conta corrente e déficit fiscal. Que inclusive ocorre até hoje, há quase duas décadas.

A explicação do professor está totalmente equivocada, depreciação significa aumento das exportações líquidas, não queda nas exportações líquidas. Só lembrar da dinâmica estática do modelo IS-LM-BP de Hicks Mansen.

O EXCERTO A ESTA CORRETO. Esta é a condição de sustentabilidade da dívida pública.

  • A sustentabilidade exige que a taxa de crescimento da economia (PIB, representada por $g$) seja maior do que a taxa de juros real da dívida (r).
  • Se a condição é inversa (ou seja, $r > g$), o custo de refinanciar a dívida existente (o pagamento de juros) cresce a uma velocidade superior à capacidade do país de gerar riqueza (PIB).
  • Nesse cenário, mesmo que o governo zere o déficit primário (isto é, zere o déficit de receitas menos despesas, excluindo os juros), a dívida continuará crescendo exponencialmente em relação ao PIB, tornando o país insolvente no longo prazo.

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