A comunicação interatrial (CIA) é um defeito cardíaco que po...

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Q3190471 Medicina
A comunicação interatrial (CIA) é um defeito cardíaco que pode apresentar impacto no manejo anestésico. Sobre o manejo anestésico para correção de uma comunicação interatrial, assinale a alternativa correta.
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Tema central da questão: Comunicação interatrial (CIA) no contexto do manejo anestésico, com foco na monitorização hemodinâmica pós-operatória e a utilização da pressão venosa central (PVC) para orientar a terapêutica de fluidos.

Justificativa da alternativa correta (E): “Os valores habituais de PVC não devem ser utilizados para guiar a administração de fluidos no pós-operatório desses pacientes.”

Em pacientes submetidos à correção da CIA, a PVC isoladamente não é confiável para guiar a administração de fluidos. Diversos fatores, como complacência venosa, função ventricular direita e mudanças no sistema circulatório após a correção do defeito, interferem na acurácia da PVC como marcador de volemia. Segundo o Manual de Cuidados Intensivos em Hepatologia: “Nenhuma técnica isolada prediz com exatidão a pré-carga ou a volemia.” Na prática, recomenda-se abordagem multimodal para avaliação hemodinâmica, associando clínica e outros parâmetros monitorizados.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incentivar o aumento da resistência vascular pulmonar é contraproducente — isso pode piorar o shunt, sobrecarregar o ventrículo direito e até precipitar insuficiência cardíaca, conforme bem estabelecido em protocolos de cardiopatias congênitas.

B) Não há contraindicação formal ao uso de anestésicos voláteis em CIA; eles devem apenas ser usados com cautela, considerando seus efeitos conhecidos.
Pegadinha: A alternativa utiliza um raciocínio equivocado ao confundir efeitos sistêmicos e pulmonares dos anestésicos.

C) A indução intravenosa não é contraindicada nestes casos. A escolha depende do contexto clínico, preferências do anestesista e condições do paciente. Não há respaldo em diretrizes nacionais ou internacionais para essa restrição.

D) O uso profilático de simpaticomiméticos para elevar resistência vascular sistêmica não é prática recomendada no manejo de CIA, pois pode descompensar o débito cardíaco e agravar o quadro hemodinâmico.

Resumo estratégico para provas: Questões envolvendo monitorização hemodinâmica frequentemente exploram as limitações de marcadores tradicionais como a PVC. Atente-se a alternativas que sugerem condutas baseadas em parâmetros isolados, pois nem sempre estão alinhadas às recomendações modernas. Busque interpretar o impacto fisiopatológico do tratamento proposto em cada alternativa em relação à cardiopatia apresentada.

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