Um paciente de 40 anos, com cardiomiopatia hipertrófica obst...

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Q4038957 Medicina
Um paciente de 40 anos, com cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva (CMHO) sintomática (NYHA III), apresenta gradiente de via de saída do VE de 80 mmHg em repouso, apesar do uso de betabloqueador em dose máxima. Ele não é candidato a miectomia cirúrgica devido a comorbidades. De acordo com estudos recentes, como o EXPLORER-HCM, qual a nova classe de medicação que pode ser considerada para reduzir o gradiente e melhorar os sintomas em pacientes com CMHO?  
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O caso descreve cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva sintomática, com gradiente de via de saída do VE elevado apesar de betabloqueador, exatamente o cenário do EXPLORER-HCM; nesse estudo, a medicação avaliada foi mavacamten, inibidor de miosina cardíaca, o que torna a alternativa E a correta.

Tema central: CMHO obstrutiva e mavacamten
Análise das alternativas
A
Errada
Sacubitril/valsartana não é terapia-alvo para a obstrução dinâmica da via de saída do VE na CMHO. Seu uso está voltado principalmente para insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, enquanto aqui o problema decisivo é hipercontratilidade sarcomérica com gradiente obstrutivo. Além disso, não corresponde ao fármaco/classe estudado no EXPLORER-HCM.
B
Errada
Ivabradina atua reduzindo a frequência cardíaca por ação no nó sinusal, mas esse mecanismo cronotrópico isolado não trata especificamente a hipercontratilidade sarcomérica que sustenta a obstrução na CMHO. Não é terapia validada para reduzir gradiente nesse cenário e não foi a droga avaliada no EXPLORER-HCM.
C
Errada
Inibidores de SGLT2 têm benefício em insuficiência cardíaca e nefroproteção, mas a questão pede a nova classe associada ao EXPLORER-HCM e ao objetivo específico de reduzir gradiente de via de saída na CMHO obstrutiva. Essa classe não tem papel estabelecido como terapia-alvo dessa obstrução com base no estudo citado.
D
Errada
Levosimendana é um inodilatador, e aumento de inotropismo em CMHO obstrutiva pode piorar a obstrução dinâmica e o gradiente. Portanto, o mecanismo farmacológico vai na direção oposta do necessário nesse cenário. Além disso, não é terapia crônica ambulatorial específica nem foi a intervenção estudada no EXPLORER-HCM.
E
Certa
Mavacamten é a terapia farmacológica nova especificamente vinculada ao estudo citado. Seu fundamento médico é agir no mecanismo sarcomérico da CMHO obstrutiva: inibe seletivamente a miosina cardíaca, reduz a formação excessiva de pontes actina-miosina, diminui a hipercontratilidade e, com isso, reduz o gradiente da via de saída do VE e melhora os sintomas. Isso corresponde ao quadro descrito: paciente com CMHO sintomática, NYHA III, gradiente de 80 mmHg em repouso, refratário ao betabloqueador e sem possibilidade cirúrgica.
Pegadinha da questão
A banca perguntou pela "nova classe de medicação", mas a alternativa correta trouxe o nome do fármaco. O acerto depende de reconhecer que mavacamten é o representante da classe dos inibidores de miosina cardíaca estudada no EXPLORER-HCM.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado citar CMHO obstrutiva sintomática com gradiente elevado apesar de betabloqueador, pense em terapia dirigida ao mecanismo sarcomérico, não em drogas usuais de HFrEF.
  • Quando aparecer EXPLORER-HCM, a associação decisiva é mavacamten/inibidor de miosina cardíaca.
  • Na CMHO obstrutiva, diferencie drogas que reduzem hipercontratilidade e obstrução das que apenas tratam insuficiência cardíaca em geral.
  • Desconfie de alternativas com inotrópico positivo nesse contexto, porque podem agravar o gradiente da via de saída do VE.

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