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Q4038956 Medicina
Durante o exame físico de um paciente com suspeita de pericardite constritiva, o médico ausculta um knock pericárdico (som protodiastólico de alta frequência) e observa turgência jugular, ascite e edema de membros inferiores. A pressão arterial é 100/70 mmHg. Esses achados clínicos, juntamente com a ausência de B3 e a presença de pulso paradoxal, são altamente sugestivos de pericardite constritiva. Qual o exame complementar mais indicado para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade?  
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O quadro clínico é típico de pericardite constritiva, com knock pericárdico e sinais de congestão venosa sistêmica; como a questão pede o exame para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade/extensão anatômica, o critério decisivo é o método que melhor demonstra espessamento e calcificação pericárdica, favorecendo tomografia computadorizada de tórax ou ressonância magnética cardíaca.

Tema central: Imagem na pericardite constritiva
Análise das alternativas
A
Errada
O ecocardiograma é exame inicial importante e pode mostrar sinais hemodinâmicos compatíveis com constrição, mas não é o melhor método para caracterizar detalhadamente o pericárdio. O critério que elimina a alternativa é a menor capacidade do eco, em relação à TC/RM, para confirmar anatomicamente espessamento e calcificação pericárdica e graduar o comprometimento estrutural.
B
Errada
O cateterismo cardíaco direito tem utilidade hemodinâmica, sobretudo em casos duvidosos ou para diferenciação com miocardiopatia restritiva, mas não é a melhor resposta quando a questão oferece métodos seccionais capazes de confirmar a anatomia pericárdica. Além disso, a formulação 'em repouso e durante esforço' não corresponde ao papel principal desse exame neste contexto.
C
Certa
Tomografia e ressonância são os métodos mais adequados entre as alternativas para confirmar estruturalmente a pericardite constritiva, porque caracterizam diretamente o pericárdio espessado, fibrosado e/ou calcificado e definem a extensão anatômica do comprometimento. Isso atende exatamente ao que a pergunta solicita: confirmação diagnóstica e avaliação da gravidade morfofuncional da constrição.
D
Errada
A cintilografia miocárdica com Sestamibi avalia perfusão miocárdica e isquemia, não espessamento ou calcificação do pericárdio. Portanto, é um método inadequado para confirmar pericardite constritiva, porque investiga o miocárdio sob a ótica perfusional, e não a alteração estrutural pericárdica que define a doença.
E
Errada
A biópsia endomiocárdica do ventrículo direito não avalia diretamente o pericárdio, que é o local da doença na pericardite constritiva. Ela se relaciona à investigação de patologias miocárdicas específicas, não à confirmação rotineira de constrição pericárdica; por isso, erra o alvo anatômico do diagnóstico.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre exame inicial útil e exame mais indicado para confirmação anatômica e avaliação de gravidade: o ecocardiograma é fundamental na investigação inicial, mas a formulação da questão favorece TC/RM.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado já sugere fortemente constrição pericárdica e pede confirmação com avaliação anatômica, priorize métodos que mostrem diretamente o pericárdio, como TC ou RM.
  • Diferencie exame inicial de exame confirmatório: eco sugere e avalia hemodinâmica; TC/RM definem melhor espessamento, calcificação e extensão.
  • Reserve o cateterismo, em questões desse tipo, para dúvida hemodinâmica ou diferencial com miocardiopatia restritiva, não como escolha principal diante de TC/RM.
  • Exclua métodos voltados ao miocárdio ou à perfusão quando a doença cobrada é estruturalmente pericárdica.

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