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Q4038955 Medicina
Um paciente de 55 anos, com cardiomiopatia dilatada de etiologia desconhecida, apresenta dispneia e fadiga. O ecocardiograma revela FEVE de 30% e dilatação biventricular. A ressonância magnética cardíaca (RMC) mostra realce tardio subepicárdico e mesocárdico. A presença de realce tardio com esse padrão na RMC sugere qual etiologia para a cardiomiopatia dilatada?
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na RMC, realce tardio subepicárdico e mesocárdico é padrão não isquêmico; esse achado, no contexto de cardiomiopatia dilatada, favorece lesão inflamatória/fibrose por miocardite e define a alternativa D.

Tema central: Padrão de realce tardio na RMC
Análise das alternativas
A
Errada
Sobrecarga de volume pode explicar dilatação e disfunção ventricular, mas não tem como assinatura etiológica típica o realce tardio subepicárdico e mesocárdico. O enunciado não está pedindo um mecanismo hemodinâmico de remodelamento, e sim a causa sugerida pelo padrão de fibrose na RMC, que aponta para agressão inflamatória não isquêmica.
B
Errada
Está errada porque a cardiomiopatia isquêmica costuma produzir realce tardio subendocárdico ou transmural, seguindo território coronariano. O padrão descrito foi subepicárdico e mesocárdico, o que entra em conflito com a fisiopatologia da lesão isquêmica, que acomete primeiro o subendocárdio.
C
Errada
Amiloidose cardíaca é uma cardiomiopatia infiltrativa com fenótipo e padrão de imagem diferentes, geralmente com espessamento parietal, restrição e realce mais difuso, frequentemente subendocárdico ou transmural difuso, além de dificuldade de nulagem. Isso não corresponde ao padrão focal subepicárdico/mesocárdico descrito, que é o clássico de miocardite.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o padrão de realce tardio informado corresponde ao perfil típico de agressão miocárdica não coronariana. Na miocardite, a necrose/fibrose costuma aparecer em distribuição subepicárdica e/ou mesocárdica, ao contrário do padrão isquêmico. O enunciado pede a etiologia sugerida pela RMC, e o dado etiológico decisivo é exatamente essa distribuição do realce.
E
Errada
Hemocromatose miocárdica não é sugerida por esse padrão de realce tardio. Na sobrecarga férrica, o achado característico na RMC é a redução do T2* para quantificação de depósito de ferro, e não o realce tardio subepicárdico/mesocárdico como pista principal. Além disso, a alternativa fala em cardiomiopatia restritiva, enquanto o enunciado descreve fenótipo dilatado biventricular.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre presença de realce tardio e etiologia isquêmica. O dado que resolve não é haver realce, nem a FE reduzida, mas a camada miocárdica acometida: subepicárdio/mesocárdio favorece miocardite; subendocárdio/transmural favorece isquemia.
Dica para questões semelhantes
  • Na RMC, valorize mais a distribuição do realce tardio na espessura da parede do que a simples presença do realce.
  • Se o realce for subepicárdico ou mesocárdico, pense primeiro em etiologia não isquêmica, especialmente miocardite entre alternativas desse tipo.
  • Se a opção isquêmica estiver entre as respostas, só a aceite quando o realce for subendocárdico ou transmural em território coronariano.

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