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Q4038952 Medicina
Um paciente de 70 anos, com hipertensão arterial e doença renal crônica (TFGe 35 mL/min/1.73m²), está em uso de losartana, anlodipino e furosemida. Ele apresenta potássio sérico de 5.2 mEq/L. A pressão arterial ainda está elevada (148/88 mmHg). Considerando a hipertensão resistente e a hipercalemia, qual a melhor estratégia para otimizar o controle pressórico e reduzir o risco cardiovascular, de acordo com as diretrizes? 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na hipertensão resistente, a espironolactona costuma ser o 4º fármaco, mas a base de decisão médica destaca que TFGe de 35 mL/min/1,73m² e potássio de 5,2 mEq/L configuram cenário de alto risco de hipercalemia, em que o antagonista de mineralocorticoide fica desfavorecido. Assim, deve-se manter a losartana se possível e optar por um anti-hipertensivo adicional que não eleve potássio; entre as alternativas, isso torna a doxazosina a melhor escolha.

Tema central: Hipertensão resistente na DRC
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque substituir a losartana por betabloqueador remove o bloqueio do SRAA, que tem benefício cardio-renal relevante na DRC e na hipertensão, sem haver no enunciado contraindicação absoluta ao ARB. Além disso, a questão pede otimização da hipertensão resistente com hipercalemia leve, e não há indicação específica de betabloqueador que justifique essa troca.
B
Errada
Incorreta porque a espironolactona, apesar de ser a escolha clássica como 4º anti-hipertensivo, aumenta o risco de hipercalemia por reduzir a excreção renal de potássio. Com TFGe de 35 mL/min/1,73m² e potássio de 5,2 mEq/L, a base afirma que diretrizes e documentos de DRC/hipertensão não favorecem sua adição rotineira.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o alfa-bloqueador de ação prolongada é opção compatível com diretrizes para intensificação do tratamento da hipertensão resistente quando o antagonista de mineralocorticoide não é apropriado. Neste cenário, a presença simultânea de TFGe reduzida e potássio já elevado torna inadequada a espironolactona como 4ª droga. A doxazosina permite reduzir a pressão sem agravar a hipercalemia e sem retirar a losartana, preservando o bloqueio do SRAA, que mantém benefício cardiovascular e renal.
D
Errada
Incorreta porque aumentar a furosemida pode ser útil para volemia e para favorecer kaliurese, mas a base deixa claro que essa não é a estratégia diretriz-preferencial para a pergunta formulada, que busca o 4º agente anti-hipertensivo em hipertensão resistente quando o antagonista de mineralocorticoide está desfavorecido. Como o enunciado não traz sinais de sobrecarga volêmica, essa opção fica menos sustentada.
E
Errada
Incorreta porque é uma conduta tecnicamente inadequada em dois níveis: retira a losartana, perdendo proteção renal/cardiovascular do bloqueio do SRAA, e substitui por espironolactona em dose máxima justamente no contexto em que o risco de hipercalemia é alto pela DRC 3b e pelo potássio já elevado. A base não sustenta 'bloqueio completo da aldosterona' como objetivo recomendado nesse cenário.
Pegadinha da questão
A banca explora a resposta reflexa de marcar espironolactona em hipertensão resistente. O erro está em aplicar essa regra sem checar os dois dados que mudam a decisão: TFGe 35 mL/min/1,73m² e potássio 5,2 mEq/L, que tornam o antagonista de mineralocorticoide inadequado como intensificação rotineira.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de escolher o 4º anti-hipertensivo na hipertensão resistente, confira sempre função renal e potássio; esses dados podem excluir a espironolactona.
  • Em DRC com hipercalemia leve, não suspenda automaticamente o ARB na prova; primeiro avalie se a questão favorece preservar o bloqueio do SRAA.
  • Quando o antagonista de mineralocorticoide não cabe por risco de hipercalemia, procure entre as opções uma classe adicional que não poupe potássio, como alfa-bloqueador de ação prolongada.
  • Não confunda medida potencialmente útil para volemia, como aumentar diurético de alça, com a melhor resposta diretriz-específica quando a questão pede intensificação farmacológica da hipertensão resistente.

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