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Q3190448 Medicina
Homem, 58 anos, hipertenso, com história de ICC e FE de 35%, em uso de CDI há dois anos após IAM, vem para consulta pré-anestésica para cirurgia eletiva de implante de prótese de quadril. São cuidados recomendados em relação ao uso de CDI, EXCETO:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito Comentado: Alternativa C

Tema central: O tema é o manejo perioperatório de pacientes portadores de cardiodesfibrilador implantável (CDI) em cirurgia eletiva, destacando os cuidados que visam evitar mau funcionamento do dispositivo, proteger o paciente de arritmias e minimizar riscos de interferência eletromagnética durante o uso de equipamentos como eletrocautério.

Justificativa da alternativa correta (C):

Segundo as Diretrizes Brasileiras de Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis (SOBRAC, 2023), o uso do ímã não deve ser feito de forma universal em pacientes com CDI. Enquanto o ímã sobre marca-passo pode colocá-lo em modo assíncrono, no CDI, a aplicação do ímã tipicamente suspende a função de desfibrilação, o que expõe o paciente a risco caso ocorra uma arritmia potencialmente fatal durante a cirurgia.

Portanto, NÃO é recomendada a colocação rotineira do CDI em modo assíncrono ou a suspensão de terapias com uso do ímã sem avaliação cardiológica prévia e indicação formal. O manejo deve ser individualizado e preferencialmente acompanhado por equipe especializada.

Análise das alternativas incorretas:

A) Correto. É fundamental manter desfibrilador externo disponível — conforme recomenda a SOBRAC — para rápida intervenção em caso de eventos arrítmicos intraoperatórios.

B) Correto. O uso de eletrocautério em menor potência e de forma intermitente reduz a possibilidade de interferência eletromagnética com o CDI.

D) Correto. Etomidato deve ser evitado em pacientes com insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida, pois pode piorar função suprarrenal e hemodinâmica.

E) Correto. Manter distância superior a 15 cm entre o eletrocautério e o gerador do CDI diminui o risco de interferência no dispositivo, como orientam os protocolos da SOBRAC e literatura internacional (UpToDate, 2023; Harrison’s Principles of Internal Medicine, cap. 244).

Dicas para prova:

Fique atento a termos técnicos que confundam marca-passo com CDI: o efeito do ímã é distinto! Leia sempre os enunciados procurando associação entre fisiopatologia do paciente (neste caso, ICC, FE reduzida, CDI) e riscos inerentes ao procedimento cirúrgico.

Segundo a SOBRAC: “Durante procedimentos cirúrgicos, é recomendada a disponibilidade de um desfibrilador externo e a utilização de cautério com a menor potência efetiva possível, mantendo uma distância segura entre a fonte do cautério e o gerador do dispositivo.”

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