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Q4038949 Medicina
Durante o exame físico de um paciente com suspeita de insuficiência aórtica crônica grave, o médico busca por sinais periféricos característicos. Ele observa pulso de Corrigan (pulso em martelo d’água), sinal de Musset (balanço da cabeça sincrônico com o pulso) e sinal de Quincke (pulsação capilar nas unhas). A presença desses sinais periféricos, juntamente com um sopro diastólico em decrescendo em foco aórtico, indica qual grau de gravidade da insuficiência aórtica, e qual a implicação para a conduta?  
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Corrigan, Musset e Quincke são sinais periféricos clássicos de insuficiência aórtica crônica importante, por ampla pressão de pulso; no contexto de sopro diastólico em decrescendo em foco aórtico, o caso aponta para insuficiência aórtica grave. Nessa situação, a presença de disfunção do ventrículo esquerdo indica cirurgia mesmo na ausência de sintomas, o que sustenta a alternativa B.

Tema central: Insuficiência aórtica grave
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque classifica como moderada uma semiologia que aponta para insuficiência aórtica crônica importante/grave. Além disso, tratamento medicamentoso isolado não resolve a situação quando há insuficiência aórtica grave com repercussão ventricular; nesse cenário, a base coloca a cirurgia como conduta indicada.
B
Certa
A alternativa B acerta os dois pontos decisivos da questão. Primeiro, a semiologia descrita não corresponde a forma leve ou moderada: pulso de Corrigan, sinal de Musset e sinal de Quincke refletem circulação periférica hiperdinâmica por grande volume sistólico e queda da pressão diastólica, achado típico de insuficiência aórtica crônica importante. Segundo, na insuficiência aórtica crônica grave, a disfunção ventricular esquerda já marca perda de compensação e constitui indicação de intervenção cirúrgica mesmo em paciente assintomático. Entre as opções, é a única que une corretamente reconhecimento de gravidade e conduta.
C
Errada
Está errada porque insuficiência aórtica leve não costuma produzir sinais periféricos exuberantes como Corrigan, Musset e Quincke. Esses achados têm valor semiológico de ampla pressão de pulso e sugerem regurgitação importante, incompatível com simples seguimento clínico de forma leve.
D
Errada
Está errada por restringir a cirurgia apenas aos sintomáticos. Na insuficiência aórtica crônica grave, a base é explícita em que a disfunção do ventrículo esquerdo já é critério de intervenção mesmo sem sintomas. O erro aqui é de conduta: esperar sintoma quando já existe repercussão ventricular.
E
Errada
Está errada em dois níveis. O quadro descrito é de insuficiência aórtica crônica, porque os sinais periféricos exuberantes dependem de adaptação hemodinâmica e ampla pressão de pulso, o que não é o padrão da insuficiência aórtica aguda descompensada. Além disso, o balão intra-aórtico de contrapulsação é inadequado na insuficiência aórtica significativa, pois aumenta a pressão diastólica aórtica e pode agravar a regurgitação.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: reconhecer os sinais periféricos sem concluir que sugerem insuficiência aórtica crônica grave, e aplicar erroneamente a regra de operar apenas se houver sintomas, esquecendo que disfunção do VE já indica cirurgia.
Dica para questões semelhantes
  • Sinais periféricos hiperdinâmicos clássicos em insuficiência aórtica devem fazer pensar em forma crônica importante, não leve.
  • Em insuficiência aórtica crônica grave, a decisão cirúrgica não depende só de sintomas; repercussão ventricular esquerda também decide conduta.
  • Diferencie insuficiência aórtica crônica da aguda pela semiologia: os sinais periféricos exuberantes favorecem forma crônica, não aguda descompensada.
  • Se uma alternativa propõe balão intra-aórtico na insuficiência aórtica importante, confronte com o efeito hemodinâmico de aumento da regurgitação.

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