Um paciente de 60 anos, com cardiomiopatia dilatada idiopáti...

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Q4038948 Medicina
Um paciente de 60 anos, com cardiomiopatia dilatada idiopática (FEVE 25%), classe funcional NYHA III, está em terapia otimizada para insuficiência cardíaca. Ele apresenta ritmo sinusal, QRS estreito (<120 ms) e frequências cardíacas elevadas (FC > 75 bpm) apesar do betabloqueador em dose máxima tolerada. Considerando a persistência da taquicardia sinusal e a disfunção ventricular, qual a medicação que pode ser adicionada para melhorar o prognóstico e reduzir hospitalizações, de acordo com as diretrizes atuais? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A diretriz 2022 AHA/ACC/HFSA indica ivabradina em HFrEF crônica sintomática com FEVE ≤35%, em ritmo sinusal e FC de repouso ≥70 bpm apesar de betabloqueador na dose máxima tolerada; o caso traz FEVE 25%, NYHA III, ritmo sinusal e FC >75 bpm sob terapia otimizada, preenchendo o critério para a alternativa D.

Tema central: Ivabradina na HFrEF
Análise das alternativas
A
Errada
Digoxina pode reduzir hospitalizações em alguns pacientes com HFrEF, mas não é a medicação-alvo do critério decisivo desta questão. O achado que define a resposta é taquicardia sinusal persistente em ritmo sinusal apesar de betabloqueador otimizado, situação para a qual a diretriz aponta ivabradina.
B
Errada
Hidralazina/dinitrato de isossorbida tem nicho específico na HFrEF, mas não responde ao problema central do caso: frequência cardíaca elevada em ritmo sinusal apesar de betabloqueador. Não é estratégia dirigida de redução de FC nesse perfil.
C
Errada
Verapamil é inadequado neste cenário porque é bloqueador de canal de cálcio não diidropiridínico com efeito inotrópico negativo. Em disfunção sistólica importante, como FEVE de 25%, isso é potencialmente deletério.
D
Certa
A alternativa D está correta porque a ivabradina reduz a frequência cardíaca por bloqueio da corrente If no nó sinusal, exigindo ritmo sinusal para მოქმედar. No cenário descrito, ela se encaixa no critério diretriz de HFrEF sintomática, FEVE reduzida e frequência persistentemente elevada apesar de betabloqueador na dose máxima tolerada, com benefício sobretudo na redução de hospitalizações por insuficiência cardíaca e de desfechos cardiovasculares em pacientes selecionados.
E
Errada
Amiodarona não é indicada profilaticamente para controle do ritmo sinusal em paciente que já está em ritmo sinusal e apresenta apenas taquicardia sinusal. Seu uso é voltado a arritmias específicas, não a esse problema, e não corresponde à recomendação diretriz do caso.
Pegadinha da questão
A banca mistura várias drogas usadas em insuficiência cardíaca para ver se o candidato identifica a pista decisiva: HFrEF sintomática em ritmo sinusal, com FC persistentemente elevada apesar de betabloqueador máximo tolerado. O QRS estreito foi colocado para afastar raciocínio de ressincronização, e a digoxina serve como distrator plausível por associação geral com insuficiência cardíaca.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão trouxer FEVE ≤35%, NYHA II-III, ritmo sinusal e FC acima do corte diretriz apesar de betabloqueador na dose máxima tolerada, pense primeiro em ivabradina.
  • Confirme sempre o ritmo: a ivabradina depende de nó sinusal funcionando; sem ritmo sinusal, essa indicação não se sustenta.
  • Em HFrEF com disfunção sistólica importante, elimine fármacos com efeito inotrópico negativo relevante, como verapamil, mesmo que reduzam frequência.
  • Quando várias drogas de insuficiência cardíaca aparecerem, escolha a que atua exatamente no achado central do enunciado, e não a que apenas tem uso geral na síndrome.

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