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Q4038947 Medicina
Um paciente de 25 anos, previamente hígido, desenvolve dispneia progressiva, tosse seca e dor torácica pleurítica após um quadro viral. O ecocardiograma revela derrame pericárdico moderado a grande, sem sinais de tamponamento. A punção pericárdica diagnóstica é realizada. Qual a etiologia mais comum de pericardite e derrame pericárdico em pacientes jovens e qual o tratamento inicial mais indicado, caso não haja sinais de tamponamento?  
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em adulto jovem, previamente hígido, com dor torácica pleurítica após quadro viral e derrame pericárdico sem sinais de tamponamento, o cenário é típico de pericardite aguda viral/idiopática; nessa situação, o tratamento inicial indicado é AINE associado à colchicina, o que sustenta a alternativa C.

Tema central: Pericardite aguda pós-viral
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por dois motivos médicos objetivos. Primeiro, pericardite neoplásica não é a causa mais comum nesse perfil clínico-epidemiológico: paciente de 25 anos, previamente hígido, com quadro após virose. Segundo, quimioterapia não é tratamento inicial de um derrame pericárdico sem demonstração de neoplasia; a conduta dependeria do tumor de base e do contexto hemodinâmico.
B
Errada
Está errada porque pericardite tuberculosa exige contexto clínico-epidemiológico próprio e não corresponde à etiologia mais comum nesse cenário de início pós-viral em jovem hígido. Além disso, esquema RIPE só se sustenta quando há evidência ou suspeita robusta de tuberculose, o que o enunciado não fornece.
C
Certa
A alternativa C reúne exatamente os dois pontos centrais do caso. A etiologia mais comum de pericardite aguda em paciente jovem e imunocompetente, especialmente com pródromo viral e dor torácica pleurítica, é idiopática/presumivelmente viral. Além disso, a ausência de sinais de tamponamento afasta indicação de drenagem terapêutica imediata por instabilidade hemodinâmica. Nesse contexto, o manejo inicial padrão é anti-inflamatório não esteroidal associado à colchicina.
D
Errada
Está errada porque pericardite urêmica ocorre tipicamente em insuficiência renal avançada/uremia, elemento ausente no caso. Diálise é conduta da pericardite urêmica, mas não se aplica a um paciente previamente hígido sem qualquer pista de doença renal.
E
Errada
Está errada porque pericardite autoimune primária não é a etiologia mais provável no quadro descrito, e pulsoterapia com metilprednisolona não é tratamento inicial de primeira linha da pericardite aguda idiopática/viral. Corticoide em altas doses fica restrito a situações específicas; como terapia inicial aqui, é inadequado e pode aumentar recorrência.
Pegadinha da questão
A banca explora duas trocas indevidas: confundir 'causa importante' com 'causa mais comum' e assumir que derrame moderado a grande exige drenagem terapêutica imediata mesmo sem sinais de tamponamento.
Dica para questões semelhantes
  • Em adulto jovem com dor pleurítica após virose, pense primeiro em pericardite idiopática/viral antes de causas específicas como tuberculose, neoplasia, uremia ou autoimunidade.
  • No derrame pericárdico, o dado que muda a urgência da conduta é a presença de tamponamento, não apenas o volume do derrame.
  • Na pericardite aguda sem causa específica obrigando outra terapêutica, a primeira linha é AINE associado à colchicina.
  • Evite escolher corticoide como primeira opção em pericardite aguda idiopática/viral quando o caso não traz indicação especial.

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