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Q3547144 Medicina
As lesões tendíneas costumam estar ligadas a rupturas ou tenossinovites. A radiografia simples pode ajudar na distinção de eventuais calcificações nos sítios de inserção tendínea, evidenciando:
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Tema central: lesões tendíneas e o papel dos exames de imagem. A radiografia simples tem baixo contraste para partes moles, mas é útil para identificar calcificações nos sítios de inserção tendínea (enteses), típicas da tendinopatia calcária.

Alternativa correta: E – tendinopatias calcárias
A radiografia evidencia depósitos de hidroxiapatita como opacidades calcificadas peri/intratendíneas, frequentemente no manguito rotador (supraespinal), epicôndilos e glúteo médio. Podem ser amórficas ou bem delimitadas, junto à inserção. Esse é o principal achado da radiografia nas tendinopatias. Evidência: UpToDate (Calcific tendinopathy of the rotator cuff), ACR Appropriateness Criteria (Shoulder pain), Resnick & Kransdorf (Imaging of Musculoskeletal Disorders).

Por que as outras estão incorretas?

A – acúmulo de líquido na bainha tendínea: líquido em tenossinovite é melhor visto na ultrassonografia (halo anecoico com hipervascularização ao Doppler) ou na ressonância magnética. A radiografia não detecta líquido na bainha, salvo sinais indiretos muito inespecíficos (aumento de partes moles). Diretrizes e textos de imagem ressaltam US/RM como padrão para tenossinovite.

B – edema tendíneo: edema é alteração de partes moles. A radiografia não tem sensibilidade para isso. O método de escolha é a RM (hipersinal em T2/STIR) ou a USG (tendão hipoecogênico com espessamento). Não é um achado radiográfico confiável.

C – área de descontinuidade do tendão: a rotura tendínea é caracterizada diretamente por USG/RM (falha de fibras, retração). A radiografia pode apenas sugerir indiretamente (p.ex., fragmento de avulsão ou ascensão da cabeça umeral em roturas extensas do manguito), mas não demonstra a descontinuidade do tendão.

D – borramentos tendíneos: “borramento” não é um sinal radiográfico válido para tendão; a radiografia não delineia tendões com detalhe. Alterações de contorno tendíneo são domínio da USG/RM. Portanto, a opção é imprecisa e não específica.

Estratégia para prova: ao ler “calcificações nos sítios de inserção” e “radiografia”, associe imediatamente a tendinopatia calcária. Para líquido, edema ou rotura, prefira USG/RM na hora de marcar.

Resumo: a radiografia simples é boa para ver depósitos cálcicos em tendões/enteses; não mostra bem líquido, edema ou descontinuidade. Assim, a resposta correta é a E.

Fontes: UpToDate – Calcific tendinopathy of the rotator cuff; ACR Appropriateness Criteria – Chronic Shoulder Pain; Resnick & Kransdorf – Bone and Joint Imaging; DeLee & Drez’s Orthopaedic Sports Medicine.

Gabarito: E

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