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Q4038944 Medicina
Um paciente de 58 anos, com hipertensão arterial resistente, apresenta hipocalemia e alcalose metabólica. A investigação revela níveis elevados de aldosterona plasmática e baixa atividade de renina plasmática. A tomografia computadorizada de abdome mostra um nódulo adrenal unilateral. Qual a causa mais provável da hipertensão nesse paciente e qual a abordagem terapêutica definitiva mais indicada?  
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é o padrão de hiperaldosteronismo primário: aldosterona elevada com renina suprimida, associado a hipocalemia e alcalose metabólica por excesso mineralocorticoide; somado ao nódulo adrenal unilateral, isso aponta para produção autônoma unilateral de aldosterona, cuja terapêutica definitiva é adrenalectomia unilateral.

Tema central: Hiperaldosteronismo primário
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o conjunto laboratorial e clínico identifica secreção autônoma de aldosterona: a aldosterona elevada com atividade de renina plasmática baixa define o mecanismo primário, e a hipocalemia com alcalose metabólica decorre do aumento da excreção renal de potássio e de íons hidrogênio induzido pela aldosterona. Nesse contexto, o nódulo adrenal unilateral favorece adenoma produtor de aldosterona. Para doença unilateral, a abordagem definitiva é a retirada cirúrgica da adrenal acometida.
B
Errada
Feocromocitoma não explica o perfil bioquímico apresentado. Seu mecanismo é excesso de catecolaminas, e não produção autônoma de aldosterona. Por isso, não justifica aldosterona alta com renina baixa nem o padrão típico de hipocalemia e alcalose metabólica por efeito mineralocorticoide.
C
Errada
Hipertensão renovascular cursa com ativação do sistema renina-angiotensina por hipoperfusão renal, portanto a renina deve estar elevada, com aumento secundário da aldosterona. O enunciado mostra o oposto: renina suprimida. Isso afasta hiperaldosteronismo secundário e exclui angioplastia renal como resposta correta.
D
Errada
Síndrome de Cushing pode causar hipertensão, mas a assinatura hormonal descrita não é de hipercortisolismo. O enunciado fornece um padrão específico de excesso autônomo de aldosterona com renina baixa, além de hipocalemia e alcalose metabólica compatíveis com efeito mineralocorticoide. Faltam elementos clínicos ou laboratoriais que sustentem Cushing.
E
Errada
O caso favorece adenoma produtor de aldosterona, não carcinoma adrenocortical. O enunciado não traz critérios de malignidade, e não se pode inferir carcinoma apenas pela presença de nódulo adrenal unilateral. Além disso, a proposta de 'radioterapia sistêmica imediata' é tecnicamente inadequada para o cenário descrito e não corresponde à terapêutica definitiva da fonte hormonal unilateral apresentada.
Pegadinha da questão
A banca tenta fazer o candidato trocar hiperaldosteronismo primário por outras causas de hipertensão secundária associadas a massa adrenal ou hipocalemia. O dado que resolve a dúvida é a combinação de aldosterona alta com renina baixa.
Dica para questões semelhantes
  • Em hipertensão resistente com hipocalemia e alcalose metabólica, procure primeiro excesso mineralocorticoide.
  • Use o eixo aldosterona-renina para diferenciar hiperaldosteronismo primário de causas secundárias: renina suprimida aponta para produção autônoma de aldosterona.
  • Não interprete nódulo adrenal isoladamente; integre sempre imagem com o perfil hormonal.
  • Quando o quadro indicar produção unilateral de aldosterona, a conduta definitiva cobrada é adrenalectomia unilateral.

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