Uma criança de 8 anos é diagnosticada com febre reumática ag...

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Q4038941 Medicina
Uma criança de 8 anos é diagnosticada com febre reumática aguda (FRA) após um episódio de faringoamigdalite estreptocócica não tratada. Ela apresenta poliartrite migratória, cardite (sopros de insuficiência mitral e aórtica leves) e coreia de Sydenham. Qual a principal estratégia para prevenir recorrências da febre reumática e a progressão da doença valvar cardíaca nesse paciente?
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na febre reumática aguda, a medida decisiva para prevenir recorrências e, com isso, reduzir a progressão da lesão valvar é a profilaxia secundária contínua contra o estreptococo do grupo A, classicamente com penicilina benzatina intramuscular periódica. No caso, a criança já teve FRA após faringoamigdalite estreptocócica não tratada e apresenta cardite, então a alternativa correta é a que institui essa prevenção secundária.

Tema central: Profilaxia secundária da febre reumática
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa correta se sustenta porque a recorrência da febre reumática depende de nova exposição ao estreptococo beta-hemolítico do grupo A. A profilaxia secundária com penicilina benzatina atua exatamente nesse elo causal, prevenindo novas faringites estreptocócicas, reduzindo recidivas e, com isso, diminuindo o risco de agravamento da cardite e progressão da doença valvar reumática. Esse é o objetivo pedido pela questão.
B
Errada
Corticosteroides podem ter uso em situações selecionadas de cardite aguda, mas não previnem reinfecção estreptocócica, que é o mecanismo das recorrências. Portanto, não são a principal estratégia preventiva e o uso prolongado em altas doses ainda adiciona toxicidade sem atuar no fator causal da recidiva.
C
Errada
Imunoglobulina intravenosa mensal não constitui profilaxia secundária padrão da febre reumática e não há, na base, mecanismo preventivo estabelecido contra novos surtos desencadeados por estreptococo. Logo, não responde ao objetivo de evitar recorrência e progressão valvar.
D
Errada
AINEs tratam manifestações inflamatórias da fase aguda, especialmente a artrite, mas não evitam novas faringites estreptocócicas nem interrompem o mecanismo etiológico da recorrência reumática. Melhorar sintoma articular não equivale a prevenir novos surtos ou proteger a valva.
E
Errada
Amigdalectomia eletiva não é medida-padrão de prevenção secundária da febre reumática, e antibioticoterapia oral intermitente é inadequada como estratégia principal. A prevenção efetiva exige profilaxia antibiótica regular e padronizada; retirar tonsilas não substitui a necessidade de impedir novas infecções estreptocócicas por esquema apropriado.
Pegadinha da questão
A banca descreve manifestações marcantes da fase aguda, especialmente cardite e poliartrite, para induzir escolha de corticoide ou AINE; porém a pergunta não é sobre controle inflamatório agudo, e sim sobre prevenção de recorrência e de progressão valvar.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão pedir prevenção de recorrência na febre reumática, procure a medida que bloqueia nova infecção estreptocócica, não a que apenas controla inflamação.
  • Na presença de cardite ou valvopatia reumática, pense em prevenção secundária como estratégia para reduzir agravamento estrutural ao longo de novos surtos.
  • Diferencie tratamento da fase aguda de profilaxia de longo prazo: AINEs e corticoides podem tratar manifestações, mas não substituem profilaxia antibiótica regular.

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