Um paciente de 70 anos, com prótese valvar aórtica mecânica ...

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Q4038940 Medicina
Um paciente de 70 anos, com prótese valvar aórtica mecânica implantada há 5 anos, apresenta febre, calafrios e sopro diastólico novo em foco aórtico. Hemoculturas são coletadas e revelam crescimento de Staphylococcus aureus. O ecocardiograma transesofágico (ETE) mostra vegetação na prótese aórtica. Diante do diagnóstico de endocardite infecciosa em prótese valvar, qual a conduta terapêutica inicial mais adequada, considerando a gravidade e o agente etiológico? 
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Prótese valvar mecânica com hemocultura positiva para Staphylococcus aureus e vegetação ao ETE configura endocardite infecciosa protética grave, em que o tratamento inicial não deve ser adiado e precisa cobrir estafilococos resistentes até a definição da sensibilidade. Entre as alternativas, apenas a vancomicina oferece essa cobertura principal.

Tema central: Endocardite em prótese valvar
Análise das alternativas
A
Errada
Ceftriaxona com gentamicina não fornece a cobertura antiestafilocócica inicial adequada para endocardite em prótese valvar por S. aureus. O erro é de espectro antimicrobiano: ceftriaxona não é a opção padrão para esse cenário e o esquema falha em contemplar de forma robusta cepas resistentes, inclusive MRSA.
B
Errada
Cirurgia pode ser necessária na endocardite protética, mas não é automaticamente a primeira medida apenas pelo diagnóstico. A indicação imediata depende de complicações específicas, como insuficiência cardíaca, abscesso/perivalvar, disfunção protética importante, infecção não controlada ou embolização recorrente, e esses critérios não foram fornecidos no enunciado. Como conduta terapêutica inicial, o dado obrigatório é iniciar antibiótico adequado sem atraso.
C
Errada
Penicilina cristalina é inadequada para S. aureus em prótese valvar porque a maioria das cepas produz penicilinase, o que compromete sua eficácia, além de não cobrir MRSA. O erro aqui é ignorar o perfil microbiológico esperado do S. aureus nesse contexto.
D
Errada
Aguardar o antibiograma é conduta inadequada porque o diagnóstico de endocardite infecciosa protética já está sustentado por hemocultura positiva para S. aureus e vegetação no ETE. Em infecção grave com esse agente, adiar o antibiótico aumenta o risco de progressão e complicações; o correto é iniciar cobertura apropriada após a coleta das culturas, sem esperar a sensibilidade final.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o caso descreve endocardite infecciosa em prótese valvar por S. aureus, quadro de alta virulência e com risco de resistência à meticilina. Nessa situação, é necessário iniciar antibiótico imediatamente após a coleta das culturas, sem aguardar o antibiograma final. A vancomicina é o agente que garante a cobertura antiestafilocócica principal compatível com esse cenário, e por isso é a melhor opção entre as oferecidas.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: usar o termo 'empírica' mesmo já havendo identificação de S. aureus, quando o ponto verdadeiro é a ausência do antibiograma final, e induzir a ideia de que toda endocardite em prótese valvar por esse agente exige cirurgia imediata.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver prótese valvar, hemocultura com S. aureus e vegetação ao ETE, trate como endocardite protética grave e inicie cobertura antiestafilocócica para cepa resistente sem esperar antibiograma.
  • Em alternativas com antibióticos, exclua esquemas que não cubram MRSA ou que sejam típicos de estreptococos quando o agente identificado for S. aureus.
  • Não transforme indicação possível de cirurgia em regra automática: ela depende de complicações estruturais, hemodinâmicas ou infecciosas específicas descritas no caso.

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