Um paciente de 48 anos, com histórico de infarto agudo do mi...

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Q4038937 Medicina
Um paciente de 48 anos, com histórico de infarto agudo do miocárdio (IAM) há 3 meses, apresenta-se com dor torácica pleurítica, febre baixa e atrito pericárdico à ausculta. O ECG mostra elevação difusa do segmento ST com concavidade superior. Exames laboratoriais revelam elevação de marcadores inflamatórios. O quadro clínico é compatível com pericardite aguda pósinfarto (Síndrome de Dressler). Qual a terapia farmacológica de primeira linha mais indicada para esse paciente?
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso descreve pericardite aguda pós-IAM tardia, compatível com síndrome de Dressler: dor pleurítica, atrito pericárdico, supra difuso de ST com concavidade superior e marcadores inflamatórios elevados. Nessa situação, a conduta farmacológica inicial é anti-inflamatória, com colchicina como adjuvante; entre as alternativas, isso corresponde à letra A.

Tema central: Síndrome de Dressler
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A traduz a conduta de primeira linha para pericardite aguda pós-infarto tardia: controlar a inflamação pericárdica com anti-inflamatório e associar colchicina, que contribui para reduzir sintomas e recorrência. O enunciado descreve um quadro pericardítico típico e explicitamente compatível com síndrome de Dressler, que é inflamatória e não infecciosa; por isso, a base terapêutica correta é anti-inflamatória. Há a ressalva de que, no contexto pós-IAM, muitas referências preferem aspirina como anti-inflamatório, mas entre as alternativas a única que corresponde à estratégia correta de primeira linha é a A.
B
Errada
Está errada porque corticosteroides em altas doses não são a terapia inicial de rotina na síndrome de Dressler. Embora o mecanismo seja imunomediado, corticoide fica reservado para situações selecionadas, como contraindicação ou falha da terapia anti-inflamatória padrão, e não como primeira linha.
C
Errada
Está errada porque antibióticos de amplo espectro não tratam pericardite pós-infarto imunomediada. Febre baixa e marcadores inflamatórios elevados, neste contexto, sustentam inflamação pericárdica e não pericardite bacteriana.
D
Errada
Está errada porque imunoglobulina intravenosa não é tratamento de primeira linha nessa apresentação. O enunciado não traz elemento que sustente necessidade de IVIG; a conduta padrão inicial continua sendo anti-inflamatória com colchicina.
E
Errada
Está errada porque anticoagulação plena com heparina de baixo peso molecular não trata pericardite e pode ser inadequada nesse cenário ao aumentar risco de complicações hemorrágicas, como derrame pericárdico hemorrágico/tamponamento. O quadro eletroclínico é de pericardite, não de novo evento trombótico ou síndrome coronariana aguda que justificasse anticoagulação imediata.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre dor torácica após IAM com nova síndrome coronariana e o padrão típico de pericardite: dor pleurítica, atrito pericárdico e supra difuso de ST côncavo apontam para síndrome de Dressler e mudam a conduta para terapia anti-inflamatória, não anticoagulação, antibiótico ou corticoide inicial.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver dor pleurítica, atrito pericárdico e supra difuso de ST com concavidade superior, pense primeiro em pericardite aguda, não em reinfarto.
  • Após IAM com intervalo de semanas a meses, quadro pericardítico com inflamação sistêmica favorece síndrome de Dressler, que tem mecanismo inflamatório/imunomediado.
  • Na pericardite aguda pós-IAM tardia, a estratégia farmacológica de primeira linha é anti-inflamatória com colchicina; corticoide não entra como escolha inicial rotineira.
  • Não indique anticoagulação apenas pelo antecedente recente de IAM quando o padrão clínico e eletrocardiográfico for pericardítico.

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