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Q307736 História
O desenvolvimento do transporte ferroviário no Brasil está diretamente ligado à expansão da cafeicultura, primeiro no estado do Rio de Janeiro (Vale do Paraíba) e a seguir no estado de São Paulo. No Rio de Janeiro, as ferrovias escoavam a produção cafeeira do Vale do Paraíba até o Porto do Rio. Em São Paulo, elas escoavam a produção cafeeira do interior até o Porto de Santos. O desenvolvimento do transporte rodoviário no Brasil teve início no final da década de 20, no governo de Washington Luís (“Governar é abrir estradas”), quando se construiu a rodovia Rio–São Paulo, única pavimentada até 1940. A partir da década de 50, o transporte rodoviário se transformou no principal meio de locomoção do país.

Marcos de Amorim Coelho. Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 1999, p. 252-4 (com adaptações).

A partir das informações do texto acima, julgue o item que se segue.
Os governos militares, a partir do golpe de 1964 — que derrubou o governo João Goulart —, optaram por novos meios de integração do território brasileiro, como as telecomunicações, abandonando os grandes projetos rodoviários.
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O gabarito comentado da questão apresentada indica que a afirmação sobre os governos militares, a partir do golpe de 1964, terem abandonado os grandes projetos rodoviários é errado. Durante o período dos governos militares, houve, na verdade, uma significativa expansão da malha rodoviária brasileira. O projeto de integração do território, conhecido como "Governar é abrir estradas", foi intensificado nesse período, com a construção de rodovias importantes para a integração nacional e o desenvolvimento econômico.

As telecomunicações também receberam atenção e foram expandidas, mas isso não ocorreu em detrimento dos projetos rodoviários. Os governos militares promoveram diversos projetos de infraestrutura, incluindo tanto as telecomunicações quanto as rodovias, com o intuito de fortalecer a integração do território brasileiro e apoiar o crescimento econômico.

Portanto, a afirmação de que os governos militares abandonaram os grandes projetos rodoviários não reflete a realidade das políticas implementadas no período, indicando que a alternativa correta é E - errado.

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Comentários

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Pelo contrário, foi repremido os meios de telecomunicações nesse período do Regime Militar (1964/85)

Muito pelo contrário, no Regime militar foram realizadas grandes obras rodoviárias, como exemplos as da Rodovia transamazônica e da Ponte Rio-Niterói.

Houve repressão as telecomunicações e fortes investimentos em rodovias.

O erro está em dizer que os militares "abandonaram" as rodovias. Na verdade, eles intensificaram o rodoviarismo de JK com o foco em "Integrar para não entregar".

  • Fato: Construíram obras gigantescas como a Transamazônica e a Ponte Rio-Niterói.
  • Telecomunicações: O investimento existiu (Embratel), mas foi paralelo às estradas, e não em substituição a elas.

Os governos militares (1964-1985) não abandonaram os grandes projetos rodoviários; pelo contrário, intensificaram a construção de rodovias como parte fundamental de sua estratégia de integração nacional e ocupação da Amazônia. Nese sentido, muitas das novas rodovias estavam ligadas ao Programa de Integração Nacional (PIN) foi um programa criado pelo Governo Médici, baseado na utilização de mão de obra do nordeste liberada pelas grandes secas de 1969 e 1970 e na noção de vazios demográficos amazônicos. São cunhados aqui os lemas "integrar para não entregar" e "terra sem homens para homens sem terras".

exemplos:

  • BR-174 (Manaus-Boa Vista) - Iniciada em 1970, concluída em 1977 com 974 km ligando Manaus a Boa Vista e à fronteira com a Venezuela. Foi a primeira ligação terrestre de Roraima com o resto do Brasil .
  • BR-230 (Transamazônica) 1970-1974 (governo Médici) - Projeto faraônico com mais de 4.000 km (nunca totalmente concluído), ligando a Paraíba à fronteira com o P//eru. Expressava o lema "integrar para não entregar".
  • BR-163 (Cuiabá-Santarém) - Iniciada em 197 e projetada para escoar a produção do Centro-Oeste pelos portos do Norte, conectando Mato Grosso ao Pará.

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