A leishmaniose cutânea também é conhecida como: I- Úlcera o...

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Q2301634 Medicina

A leishmaniose cutânea também é conhecida como:



I- Úlcera oriental.

II- Úlcera tropical.

III- Furúnculo de Delphi.

IV- Furúnculo de Aleppo.

V- Calazar.

VI- Úlcera de Bauru.



Estão CORRETOS os itens:

Alternativas

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Tema central: A questão aborda os sinônimos históricos e regionais para a leishmaniose cutânea, doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida por flebotomíneos ("mosquito-palha"). As lesões características são úlceras cutâneas de evolução lenta, muitas vezes únicas ou múltiplas.

Justificativa da alternativa correta – D) I, II, III, IV, V e VI:

O enunciado exige reconhecer as diversas denominações históricas e regionais para a mesma doença. Veja cada item:

  • I. Úlcera oriental: Termo clássico em países do Oriente Médio e Ásia, amplamente usado em livros como Dermatologia – Azulay (2017).
  • II. Úlcera tropical: Refere-se à apresentação comum em áreas tropicais endêmicas.
  • III. Furúnculo de Delphi: Denominação tradicional na região da Grécia, encontrada em textos históricos (Harrison’s Principles of Internal Medicine).
  • IV. Furúnculo de Aleppo: Termo frequentemente citado em livros e artigos, devido à prevalência em Aleppo, Síria.
  • V. Calazar: Embora atualmente usado para leishmaniose visceral, já foi sinônimo de formas cutâneas, sobretudo em classificações antigas (confirir Brasil, Ministério da Saúde, 2010).
  • VI. Úlcera de Bauru: Nome regional brasileiro, especialmente em SP, devido à alta incidência local.

Assim, todos os itens citados já foram respectivamente usados para leishmaniose cutânea.

Crítica às alternativas incorretas:

  • A) I, II, IV, V e VI: Exclui “Furúnculo de Delphi”, que é um sinônimo reconhecido.
  • B) III, V e VI: Ignora os tradicionais “Úlcera oriental” e “Úlcera tropical”, ambos presentes na literatura.
  • C) I, II, IV e VI: Não inclui “Furúnculo de Delphi” e “Calazar”, ambos válidos conforme explicação acima.

Evidências e protocolos:

Segundo o Manual de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar Americana do Ministério da Saúde (2017, p.11): “A leishmaniose cutânea recebe, em diferentes regiões, denominações como úlcera de Bauru, úlcera oriental, furúnculo de Aleppo ou úlcera tropical, refletindo a diversidade epidemiológica da doença”. Obras como Andrews’ Diseases of the Skin e Harrison’s também destacam essas denominações.

Dicas para prova: Atente-se aos sinônimos epidemiológicos das doenças infecciosas, pois bancas frequentemente utilizam termos incomuns para testar raciocínio e conhecimento clínico-cultural.

Gabarito: D

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A leishmaniose cutânea é uma doença causada pelo parasita do gênero Leishmania e transmitida pela picada de insetos flebotomíneos. Esta doença pode ser conhecida por diferentes nomes, refletindo as regiões onde é comum ou características da doença. Os itens apresentados na questão (I a VI) são todos nomes alternativos pelos quais a leishmaniose cutânea é conhecida: I - Úlcera oriental: refere-se à ocorrência da leishmaniose cutânea no Oriente Médio e na Ásia; II - Úlcera tropical: um nome que reflete sua prevalência em regiões tropicais; III - Furúnculo de Delphi: nome histórico dado às lesões causadas pela leishmaniose na região de Delphi, na Grécia; IV - Furúnculo de Aleppo: nome dado devido à prevalência da doença na cidade de Aleppo, na Síria; V - Calazar: embora comumente associado à leishmaniose visceral, o termo também pode se referir a formas cutâneas em alguns contextos, especialmente em regiões onde ambas as formas ocorrem; VI - Úlcera de Bauru: nome dado à doença no Brasil, especialmente no estado de São Paulo, onde a cidade de Bauru teve vários casos. Portanto, a resposta correta é a alternativa D - I, II, III, IV, V e VI, porque todos os itens listados são nomes pelos quais a leishmaniose cutânea é conhecida, embora a associação do termo Calazar com a forma cutânea possa ser menos comum, pois ele é mais frequentemente associado à leishmaniose visceral. A questão exige conhecimento das diversas nomenclaturas da doença em diferentes regiões e contextos históricos, assim como uma compreensão de que a nomenclatura pode variar mesmo para a mesma condição médica.

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