Em todas as esquinas, em todas as ruas, nos refúgios, nas praças, nos cais, ele surge, de cara espantada
ou alegre, roupas sobrando, um grito em cada canto da
boca. Salta do estribo dos bondes, trepa na janela dos
ônibus, zune numa finca atrás dos automóveis. É um e
é chusma.[...] Pobreza picada em pedacinhos para ninguém saber como a pobreza é grande. Garoto... Tico-tico
que cresceu com as asas escondidas. Ou [...] anjo que veio
do céu vender jornais na Terra. Os outros meninos ganham nomes: Fred, Vivinho, Didi, Maneco, Janjão, Juca,
Totonho, Chiquinho... Ele não. É o garoto... mais nada.
Mas os outros meninos não andam sozinhos. Ele anda. É
a riqueza que tem.
O garoto jornaleiro nasceu nos subúrbios, brota dos cortiços, rola dos morros. Filho do trabalho e da
tristeza [...] Aprendiz da fábrica enorme. Desde que amanhece até a noite acabar, de pregão aceso, não para , não
descansa. [...] Não corre na frente das bandas de música.
Não empina papagaios. Não tasca balões. Incapaz de pedir. Grita a mercadoria. Quem quiser que o chame. É o
único negociante que dá o troco certo...
Fonte: MOREYRA Álvaro. “Garoto Jornaleiro”, Português – Interpretação – 1º volume. Ed. Do Brasil S/A. 1971. p.101
Marque a alternativa que apresenta a correta divisão silábica da palavra “jornaleiro”.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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