Paciente, 35 anos, chega ao pronto-socorro após um acidente ...
Gabarito comentado
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Tema central: O manejo do traumatismo retal é tema relevante na Cirurgia Geral e está relacionado à avaliação da extensão da lesão, ao risco de contaminação e à escolha do tratamento cirúrgico ou conservador, sempre considerando a localização da lesão (intra ou extraperitoneal). Lembre-se: a abordagem correta reduz complicações como infecção, sepse e fístulas.
Justificativa da alternativa correta (D): As lesões retais extraperitoneais (abaixo da reflexão peritoneal) frequentemente apresentam maior risco de complicação infecciosa devido à limitada drenagem natural e proximidade de estruturas pélvicas. Segundo evidências científicas atualizadas e referências como o “Sabiston – Tratado de Cirurgia”, e corroborando artigo do Portal Afya (2024), a colostomia protetora é indicada nesses casos, principalmente se houver contaminação importante ou lesão complexa. Essa conduta:
- Reduz o risco de infecção → Ao desviar o trânsito fecal do local lesado.
- Facilita a cicatrização → Evitando a exposição da mucosa lesada ao contato fecal.
Portanto, a assertiva D está correta, alinhada à conduta contemporânea recomendada por protocolos cirúrgicos internacionais.
Por que as outras alternativas estão erradas?
A) Explorando um erro comum de prova: A exploração cirúrgica imediata nem sempre é indicada; ela só se justifica em pacientes instáveis ou com sinais claros de abdome agudo. Pacientes estáveis demandam avaliação individualizada, podendo ser possível o manejo não cirúrgico.
B) A IPD (Irrigação Peritoneal Diagnóstica) não é método confiável para detecção de lesões retais, sobretudo nas extraperitoneais e em traumas contusos. Sua indicação vem sendo reservada e superada por exames de imagem, como a tomografia.
C) O manejo conservador nas lesões retais intraperitoneais é contraindicado, mesmo sem sinais de peritonite, pois há alto risco de peritonite fecal secundária. O correto nesta localização é a reparação cirúrgica primária, segundo referências internacionais e o próprio UpToDate.
Dica de prova: Atente-se para os termos intraperitoneal x extraperitoneal e palavras-chave como “instabilidade hemodinâmica” ou “contaminação significativa”. Pegadinhas costumam envolver generalizações incompatíveis com a conduta clínica.
Resumo: O manejo cirúrgico com colostomia protetora nas lesões retais extraperitoneais complexas ou contaminadas é padrão-ouro, conforme preconizam manuais cirúrgicos e revisões atuais.
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