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Q4193756 Serviço Social
O dilema condensado na inter-relação entre projeto profissional do/a assistente social e estatuto assalariado significa, por um lado, a afirmação da “relativa autonomia” de assistentes sociais na condução das ações profissionais, que é condicionada por
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A expressão “relativa autonomia” do enunciado exigia identificar o condicionante teórico que a limita no trabalho assalariado; entre as alternativas, isso aparece na letra E.

Tema central: Autonomia relativa profissional
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui o condicionamento da autonomia à liberdade do trabalhador assalariado, quando o conceito exigido afirma justamente o contrário: no trabalho assalariado, a autonomia é relativa, limitada e socialmente condicionada.
B
Errada
Está errada porque reduz o problema às proposições interventivas do empregador. Esse elemento pode influenciar o exercício profissional, mas não esgota o fundamento teórico pedido, que é mais amplo e estrutural, ligado às lutas hegemônicas e aos interesses de classes e grupos sociais.
C
Errada
Está errada porque menciona desarticulação profissional e condições de trabalho, mas isso não traduz o condicionante estrutural da autonomia relativa cobrado pela questão. A alternativa não reproduz o núcleo conceitual exigido.
D
Errada
Está errada porque descreve uma composição de profissionais com funções divergentes no mesmo local de trabalho, mas isso não corresponde ao fator social e institucional que condiciona a autonomia relativa do assistente social.
E
Certa
A alternativa E está correta porque expressa o fundamento teórico cobrado sobre a autonomia profissional do assistente social no trabalho assalariado: ela é relativa e condicionada pelas lutas hegemônicas permeadas por interesses de classes e grupos sociais.
Pegadinha da questão
A confusão real era trocar o condicionamento estrutural da autonomia relativa por fatores mais imediatos, como liberdade funcional do assalariado ou interferência do empregador.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão falar em “autonomia relativa”, descarte respostas que suponham liberdade plena do profissional assalariado.
  • Se o enunciado pedir o condicionante da autonomia profissional, procure a alternativa que traga correlações de forças sociais e institucionais.
  • Não trate a vontade do empregador como explicação suficiente quando a formulação cobrada for estrutural e ligada a interesses de classes e grupos sociais.

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Acertei, uma questão simples, mas vale comentar.

Alternativa Correta: E — lutas hegemônicas permeadas por interesses de classes e grupos sociais.

No Serviço Social, a discussão sobre a "relativa autonomia" do assistente social no âmbito da relação entre seu projeto ético-político profissional e a sua condição de trabalhador assalariado tem como principal referência teórica a autora Marilda Villela Iamamoto, em obras clássicas como "O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional".

  • O Dilema da Autonomia Relativa: O assistente social não atua no "vazio social". Como trabalhador assalariado, ele vende sua força de trabalho para instituições (públicas ou privadas) e está submetido às determinantes da divisão social e técnica do trabalho.
  • O Condicionante de Classe: A autonomia profissional não é absoluta nem abstrata; ela é relativa exatamente porque o exercício da profissão está imerso em um campo de lutas de classes e disputas de interesses hegemônicos. As demandas que chegam ao profissional e os recursos disponíveis para atendê-las são moldados pelo projeto político e econômico das classes dominantes e pela resistência das classes trabalhadoras.
  • Margem de Manobra: É dentro das contradições dessas lutas sociais e institucionais que o profissional encontra brechas e espaço manobra para direcionar sua práxis em favor dos interesses e direitos da classe trabalhadora, materializando o projeto ético-político da profissão.

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