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Q3795708 Medicina
Durante o atendimento em uma Unidade Básica de Saúde, um médico identifica um paciente com exantema maculopapular, febre alta e conjuntivite não purulenta, suspeitando clinicamente de Sarampo. Diante desse quadro e considerando a Portaria de Consolidação nº 42017 do Ministério da Saúde, assinale a conduta correta em relação à notificação.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Portaria de Consolidação GM/MS nº 4, de 28 de setembro de 2017, Anexo V, Capítulo I, Seção II, arts. 3º, § 1º, e 4º, c/c Anexo 1 do Anexo V, item 40, “Doenças Exantemáticas: a. Sarampo b. Rubéola”: “§ 1º A notificação compulsória será realizada diante da suspeita ou confirmação de doença ou agravo, de acordo com o estabelecido no Anexo 1 do Anexo V , observando-se, também, as normas técnicas estabelecidas pela SVS/MS. (...) Art. 4º A notificação compulsória imediata deve ser realizada pelo profissional de saúde ou responsável pelo serviço assistencial que prestar o primeiro atendimento ao paciente, em até 24 (vinte e quatro) horas desse atendimento, pelo meio mais rápido disponível. (...) 40 Doenças Exantemáticas: a. Sarampo b. Rubéola X X X”. Como o quadro descrito gera suspeita clínica de sarampo, a notificação é imediata, em até 24 horas, sem aguardar confirmação laboratorial.

Tema central: Notificação do sarampo
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque trata o sarampo como hipótese de notificação semanal, mas a Portaria o inclui entre as doenças exantemáticas de notificação compulsória imediata. O erro jurídico está no prazo/periodicidade: aplica regime semanal a agravo que exige comunicação em até 24 horas.
B
Certa
A alternativa B reproduz a disciplina normativa aplicável: o sarampo está listado no Anexo 1 do Anexo V como doença exantemática sujeita à notificação compulsória imediata, e a Portaria determina que essa notificação seja feita já na suspeita ou confirmação, pelo profissional que presta o primeiro atendimento, em até 24 horas. Portanto, a conduta correta é comunicar imediatamente às autoridades sanitárias, sem condicionantes adicionais.
C
Errada
Incorreta porque cria requisito não previsto na Portaria. A obrigatoriedade de notificar surge diante da suspeita ou confirmação e não depende de histórico de viagem internacional, nem a norma distingue, para esse fim, casos autóctones e importados.
D
Errada
Incorreta porque contraria o momento legal da notificação. O art. 3º, § 1º, determina notificação na suspeita ou confirmação; portanto, aguardar IgM reagente para só então notificar viola a regra normativa aplicável ao sarampo.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre suspeita clínica e confirmação laboratorial, além da troca indevida entre notificação imediata e semanal.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique primeiro se o agravo está na lista de notificação imediata ou semanal; isso decide o prazo.
  • Se a norma disser “suspeita ou confirmação”, não exija exame confirmatório para notificar.
  • Não acrescente condicionantes epidemiológicos que a Portaria não prevê, como viagem internacional.
  • Em notificação imediata, identifique quem notifica: o profissional ou serviço que presta o primeiro atendimento.

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