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Q1825323 Medicina
A respeito do diagnóstico diferencial entre pericardite constritiva e miocardiopatias restritivas, assinale a alternativa correta.
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Tema central: O diagnóstico diferencial entre pericardite constritiva e miocardiopatia restritiva é um dos grandes desafios em cardiologia, já que ambas cursam com sinais de insuficiência cardíaca direita e fisiopatologia de restrição ao enchimento ventricular, mas requerem abordagens e tratamentos distintos. A identificação de achados clínicos e propedêuticos típicos, sobretudo no eletrocardiograma (ECG), é fundamental para a conduta adequada.

Justificativa da alternativa correta (C):
Na pericardite constritiva, o ECG pode mostrar baixa voltagem dos complexos QRS, refletindo o espessamento e fibrose do pericárdio, além de alterações inespecíficas do segmento ST e onda T. Segundo revisão publicada na Revista Portuguesa de Cardiologia e corroborado em obras como Braunwald (“Braunwald's Heart Disease”, 12ª ed.), “a baixa voltagem pode estar presente no ECG de pacientes com pericardite constritiva”. Esse dado é útil para diferenciar de miocardiopatias restritivas, onde o padrão eletrocardiográfico costuma ser diferente.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. Hipertensão pulmonar pode estar presente tanto nas miocardiopatias restritivas (principalmente na amiloidose) quanto na pericardite constritiva, não sendo um achado exclusivo.

B) Incorreta. Nas miocardiopatias restritivas, as pressões de enchimento frequentemente ultrapassam 25 mmHg, sobretudo nos casos avançados.

D) Incorreta. A presença de B3 e B4 é mais característica das miocardiopatias restritivas, relacionadas à maior rigidez do miocárdio, não da pericardite constritiva.

E) Incorreta. A variação respiratória das pressões e fluxos é marcadamente aumentada na pericardite constritiva, enquanto, nas miocardiopatias restritivas, essa variação está ausente ou é discreta, pois ocorre falha no mecanismo de interação ventricular.

Dica prática para concursos: Fique atento à associação entre baixa voltagem no ECG e pericardite constritiva, pois é um detalhe frequentemente cobrado e diferencial importante em provas.
Segundo o “Manual da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)”, as manifestações eletrocardiográficas são úteis, porém inespecíficas, demandando avaliação integrada com exame físico e métodos de imagem.

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O diagnóstico diferencial entre pericardite constritiva e miocardiopatias restritivas é importante por causa das diferentes abordagens terapêuticas e prognósticos associados a cada condição. A alternativa correta é a C: o eletrocardiograma pode apresentar baixa voltagem na pericardite constritiva. Na pericardite constritiva, há presença de fibrose do pericárdio, que pode levar a uma diminuição da amplitude das ondas do eletrocardiograma. Já nas miocardiopatias restritivas, a diminuição da função diastólica do ventrículo esquerdo resulta em aumento da pressão de enchimento, mas raramente ultrapassa 25 mmHg. Portanto, a resposta B está incorreta. As outras alternativas também estão incorretas, pois hipertensão pulmonar pode estar presente em algumas miocardiopatias restritivas, a presença de terceira e quarta bulha é mais comum na insuficiência cardíaca congestiva e a variação respiratória das pressões/fluxos esquerda-direita geralmente não é aumentada nas miocardiopatias restritivas.

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