Em relação ao diagnóstico e ao tratamento da pericardite ag...
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Tema central: Pericardite aguda – diagnóstico e tratamento
A pericardite aguda é uma inflamação da membrana pericárdica, caracterizada clinicamente por dor torácica pleurítica, atrito pericárdico, alterações eletrocardiográficas típicas (elevação difusa do segmento ST), e possível derrame pericárdico. O diagnóstico exige correlação clínico-laboratorial e exames de imagem, sobretudo quando há dúvida diagnóstica.
Justificativa da alternativa correta:
Alternativa C – “A pesquisa de realce tardio pela ressonância magnética cardíaca é o método mais sensível para o diagnóstico de pericardite aguda.”
Segundo a Diretriz de Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2024): “O realce tardio pela ressonância magnética é considerado fundamental no diagnóstico da pericardite aguda.” Esse exame identifica áreas de fibrose ou inflamação ativa, com alta sensibilidade e especificidade, sendo especialmente útil em casos duvidosos ou quando se deseja definir extensão da lesão.
Análise das alternativas incorretas:
A) Imunossupressão, anemia e sudorese noturna são compatíveis com causas infecciosas crônicas (ex: tuberculose), e não caracterizam pericardite viral, cujos sintomas predominantes são febre, dor torácica, sinais flogísticos.
B) A radiografia de tórax raramente mostra alterações na pericardite aguda, salvo derrame volumoso, sendo um exame de baixa sensibilidade.
D) O uso de corticoides deve ser evitado como terapia inicial, por aumentar o risco de recidivas (UpToDate, Sociedade Europeia de Cardiologia - ESC). Corticoides são reservados para casos refratários ou contraindicações a outras medicações.
E) Os AINEs (ex: AAS, ibuprofeno) são pilares do tratamento sintomático, aliviam sintomas mas não modificam a história natural da pericardite. Colchicina associada reduz recidivas (ESC 2015).
Dicas para provas: Atenção a expressões absolutas e sintomas que revelam outras etiologias. Priorize sempre exames com maior sensibilidade, como a RMC no contexto atual.
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