No segmento oracional “por mais que o ser humano consiga cr...

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Doenças da Idade Média

Por Arthur Almeida, da Agência Einstein


A confirmação de um caso de peste bubônica (“peste negra”) no final de agosto de 2025 nos Estados Unidos reverberou em diversos países. Muitos imaginam que essa doença tenha ficado no passado, especificamente na Idade Média, quando se estima que tenha causado a morte de 75 milhões a 200 milhões de pessoas em todo o mundo. Mas, na verdade, ela ainda está entre nós – assim como outras enfermidades que entraram para a história, como por exemplo a cólera e a hanseníase.
Todos os microrganismos patogênicos têm como objetivo biológico primordial se perpetuar e, para tanto, buscam formas de se reproduzir. Na prática, isso significa que, por mais que o ser humano consiga criar barreiras para tentar desacelerar esse processo, a seleção natural caminha em direção a tentar selecionar características evolutivas que permitam a esses agentes infecciosos driblar nossos mecanismos de proteção.
Por isso é tão difícil pensar na erradicação de doenças. “Em toda a história, a única infecção que conseguimos de fato impedir que ocorra na natureza é a varíola. Tanto é que, desde 1980, quando a OMS a declarou erradicada, acabou a exigência de medidas de controle, como a vacinação. Mas essa não é a regra”, explica o epidemiologista Expedito José de Albuquerque Luna, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
A desigualdade social e as falhas na vigilância epidemiológica favorecem os surtos. Por isso, a chave para superar esses problemas está em garantir o saneamento básico e o acesso à água potável, ao mesmo tempo em que se oferece antimicrobianos e vacinação à população.


Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2025/11/doencasda-idade-media-continuam-circulando-e-fazendo-vitimas.ghtml. Acesso em: 18 nov. 2025. [Adaptado].
No segmento oracional “por mais que o ser humano consiga criar barreiras para tentar desacelerar esse processo”, a locução conectiva “por mais que” expressa um sentido
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No trecho "por mais que o ser humano consiga criar barreiras para tentar desacelerar esse processo, a seleção natural caminha em direção a tentar selecionar características evolutivas que permitam a esses agentes infecciosos driblar nossos mecanismos de proteção.", a locução "por mais que" introduz uma oração subordinada adverbial concessiva: ela apresenta um obstáculo ou oposição que não impede a afirmação da oração principal, o que afasta as demais relações semânticas e confirma a alternativa C.

Tema central: valor concessivo de 'por mais que'
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a oração iniciada por "por mais que" não indica a causa do que vem na oração principal. O sentido do período não é que a seleção natural caminha nessa direção por causa das barreiras humanas, e sim apesar delas. A relação semântica é de obstáculo ineficaz, não de causalidade.
B
Errada
Está errada porque, embora exista contraste de ideias, a classificação sintático-semântica do trecho não é de coordenação adversativa. A base do período é uma oração subordinada adverbial introduzida por locução concessiva. A adversidade pode parecer plausível pelo contraste, mas o conectivo e a estrutura indicam concessão.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a locução conectiva "por mais que" equivale, no contexto, a "ainda que" ou "mesmo que". O trecho mostra que o ser humano cria barreiras para desacelerar o processo, mas isso não impede que a seleção natural continue favorecendo características que permitam aos agentes infecciosos driblar os mecanismos de proteção. Essa relação entre fato contraposto e resultado mantido caracteriza concessão.
D
Errada
Está errada porque não há relação proporcional entre dois fatos que variam conjuntamente. O período não traz estrutura correlativa do tipo "quanto mais... mais/menos" ou "à medida que". A presença da palavra "mais" faz parte da locução fixa "por mais que" e não cria sentido de proporcionalidade.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: a palavra "mais" pode induzir à ideia de proporcionalidade, e o contraste entre as orações pode levar à leitura de adversidade. Mas, no período, "por mais que" é locução conjuntiva subordinativa concessiva.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se o conectivo introduz um fato que tenta se opor ao principal sem impedi-lo; se isso ocorrer, a relação tende a ser concessiva.
  • Não classifique como adversativa apenas porque há contraste: observe se a ligação é de coordenação ou de subordinação adverbial.
  • Não associe automaticamente a palavra "mais" a proporcionalidade; confirme se há estrutura correlativa de variação conjunta.

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Comentários

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CONJUNÇÕES CONCESSIVAS: Exprimem contrariedade, ressalva, oposição a uma ideia sem invalidá-la.

  • embora
  • conquanto
  • apesar de que
  • dado que
  • posto que
  • em que
  • quando mesmo
  • mesmo que
  • por mais que
  • ainda que (Ainda assim)
  • se bem que
  • ainda assim

Coordenativas:

·        Aditivas: e, nem, não só... mas também, tanto... como. 

·        Adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. 

·        Alternativas: ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer. 

·        Conclusivas: logo, portanto, por conseguinte, pois (depois do verbo) ou entre virgulas ex: ,pois, . 

·        Explicativas: pois (antes do verbo), porque, que. 

Subordinativas:

·        Causais: porque, como, visto que, uma vez que, já que. 

·        Comparativas: como, que (depois de mais, menos, maior, menor), tão... quanto, tanto... quanto. 

·     Concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de que, posto que. 

·        Condicionais: se, caso, contanto que, desde que, a menos que. 

·        Conformativas: conforme, como, segundo.

·        Consecutivas: tão... que, tamanho... que, de modo que, de forma que. 

·        Finais: para que, a fim de que. 

·      Temporais: quando, enquanto, logo que, depois que, antes que, assim que. 

·        Proporcionais: à medida que, à proporção que, quanto mais... mais. 

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