“Premissa 1: Todas as coisas realizam bem sua atividade ou f...

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Q3877590 Filosofia
“Premissa 1: Todas as coisas realizam bem sua atividade ou função (ergon) se e apenas se tiverem sua virtude e excelência (aretê).
Premissa 2: A atividade da alma é viver, ou seja, vivemos por meio da alma.
Premissa 3: A justiça é a virtude da alma.
Premissa 4: Quem vive bem é feliz; quem vive mal é miserável”.

Bruce, Michael; Barone, Steven. Os 100 argumentos mais importantes da filosofia ocidental. São Paulo: Cultrix, 2014, p. 252 – adaptado.

É correto afirmar que as premissas básicas do argumento apresentado por Platão no final do Livro I de A República o levam à conclusão de que
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O decisivo era encadear as premissas do enunciado: a justiça é a virtude da alma, e aquilo que tem sua virtude realiza bem sua função.

Tema central: justiça e felicidade
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A traduz a conclusão do argumento. Se a justiça é a virtude da alma e a alma realiza sua função ao viver, então a alma justa vive bem; como quem vive bem é feliz, segue-se que apenas a pessoa justa pode ser feliz.
B
Errada
Está errada porque contraria o argumento. Pelas premissas, a pessoa injusta não vive bem, já que lhe falta a virtude própria da alma; portanto, o enunciado não admite que o injusto viva bem por praticar ações isoladamente virtuosas.
C
Errada
Está errada porque apresenta justamente a tese rejeitada no trecho. Das premissas decorre o contrário: a justiça é vantajosa para a alma porque a faz viver bem e alcançar a felicidade.
D
Errada
Está errada porque desloca o argumento para um critério político-comunitário que não aparece nas premissas fornecidas. O encadeamento dado trata da alma, de sua virtude e da relação disso com viver bem e ser feliz.
E
Errada
Está errada porque introduz a noção de hábitos da alma virtuosa, que não foi afirmada nas premissas. O argumento apresentado não formula aqui uma teoria dos hábitos, mas uma relação entre virtude da alma, bom funcionamento e felicidade.
Pegadinha da questão
A confusão real era trocar a conclusão do argumento por uma definição geral de justiça ou por uma tese apenas plausível em vocabulário filosófico. Outra armadilha era achar que o termo “apenas” na letra A exagerava, quando o próprio contraste entre justo/feliz e injusto/miserável sustenta essa exclusão.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão traz premissas explícitas, resolva pelo encadeamento lógico delas, não por memória genérica sobre o autor.
  • Se o argumento compara justo e injusto quanto ao efeito sobre a alma, a conclusão deve permanecer nesse plano, não migrar para definição política ou comunitária.
  • Desconfie de alternativas com termos filosóficos corretos em si, mas que acrescentam elementos não contidos nas premissas dadas.
  • Se o texto conclui justo/feliz e injusto/miserável, a exclusão do injusto da felicidade faz parte do resultado do argumento.

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