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Q3947717 Odontologia
Em alguns procedimentos odontológicos mais invasivos, mesmo em pacientes normalmente cooperativos, pode ser indicada a sedação mínima. A sedação é particularmente útil em pacientes hipertensos, com asma ou com distúrbios convulsivos. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que, na sedação mínima odontológica, benzodiazepínicos são sedativos tradicionalmente preferidos, e o enunciado compara essa classe com sedativos mais antigos; por isso, a alternativa correta é a que reconhece a preferência relativa por diazepam ou midazolam frente a prometazina, hidroxizina e hidrato de cloral.

Tema central: Sedação mínima odontológica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque confunde o evento adverso mais temido com o mais frequente. Em doses usuais de sedação mínima, benzodiazepínicos não têm como efeito adverso mais comum a depressão respiratória; os achados mais frequentes são sonolência, sedação excessiva e comprometimento psicomotor. Depressão respiratória é relevante, mas se associa mais a superdosagem, associação com outros depressores do SNC ou maior vulnerabilidade clínica.
B
Errada
Está errada porque superestima a frequência das reações paradoxais. Excitação, agitação e irritabilidade podem ocorrer com benzodiazepínicos, mas são incomuns no contexto usual de sedação mínima. A taxa de 10 a 15% apresentada na alternativa é excessiva para esse uso e torna a afirmação tecnicamente incorreta.
C
Errada
Está errada porque atribui indicação rotineira aos benzodiazepínicos na gestação sem respaldo na base e ainda lhes confere uma finalidade obstétrica que não existe nesse contexto. Esses fármacos não são recomendados de rotina em gestantes para reduzir complicações odontológicas, e menos ainda para prevenir parto prematuro no terceiro trimestre. Há preocupação com efeitos fetais e neonatais, o que exige cautela, não indicação ampla.
D
Certa
A alternativa D é a correta porque, entre os agentes citados, diazepam e especialmente midazolam têm preferência relativa em sedação odontológica, sobretudo quando comparados a sedativos mais antigos como prometazina, hidroxizina e hidrato de cloral. O dado discriminativo é a maior previsibilidade clínica e o melhor perfil de segurança/controle desses benzodiazepínicos, o que sustenta a escolha em detrimento dos demais fármacos listados. Em pediatria, essa comparação favorece os benzodiazepínicos frente aos agentes mais antigos mencionados.
E
Errada
Está errada porque reduz a escolha do sedativo no idoso a um único parâmetro farmacocinético. A base é explícita em que não se pode afirmar genericamente que o midazolam seja o mais bem indicado apenas por ter menor meia-vida. Em idosos, pesam também maior sensibilidade farmacodinâmica, alterações de distribuição e metabolismo e maior risco de sedação prolongada, confusão e quedas. Portanto, meia-vida isolada não define a melhor opção.
Pegadinha da questão
A banca explora comparações absolutas indevidas: trocar o efeito adverso mais grave pelo mais comum, tratar reação paradoxal como frequente, transformar cautela na gestação em indicação e usar meia-vida curta como critério único no idoso. Isso faz a alternativa D, embora mais geral, ser a única compatível com a farmacologia dos benzodiazepínicos frente aos sedativos antigos listados.
Dica para questões semelhantes
  • Em sedação mínima, diferencie efeito adverso mais frequente de efeito adverso mais perigoso; essa troca elimina alternativas com facilidade.
  • Se a alternativa afirmar indicação rotineira de benzodiazepínico na gestação, a tendência é estar errada, porque o uso exige cautela e não tem a finalidade obstétrica alegada aqui.
  • Em pediatria, compare classes: benzodiazepínicos costumam ter preferência relativa sobre sedativos mais antigos quando a questão enfatiza previsibilidade e segurança.
  • No idoso, descarte alternativas que definem a melhor escolha apenas por meia-vida; a decisão depende também da maior sensibilidade e do risco de eventos adversos.

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