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Sobre a profilaxia das zoonoses de contágio direto e indire...

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Q4070007 Veterinária
Sobre a profilaxia das zoonoses de contágio direto e indireto, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão se resolve pelo conhecimento consolidado da epidemiologia da febre amarela: a reurbanização depende de vetor urbano competente, classicamente o Aedes aegypti. Assim, o controle desse mosquito é medida profilática válida e sustenta o gabarito B.

Tema central: Profilaxia de zoonoses
Análise das alternativas
A
Errada
A vacinação de fêmeas bovinas jovens contra brucelose é componente importante do controle sanitário, mas a alternativa erra ao afirmar que ela previne os animais contra a doença de forma categórica e ao tratá-la isoladamente como principal profilaxia. Na brucelose, a profilaxia não se esgota na imunoprofilaxia: depende também de diagnóstico, manejo sanitário e eliminação de focos.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o Aedes aegypti é o vetor do ciclo urbano da febre amarela. Portanto, seu controle é medida profilática tecnicamente válida para reduzir o risco de reurbanização da doença, ao impedir a reintrodução da transmissão urbana.
C
Errada
A alternativa descreve uma medida ambiental genérica. Embora o controle de roedores possa participar da biossegurança, a profilaxia clássica da triquinose se relaciona principalmente a impedir a infecção de suínos por carne ou resíduos contaminados e à prevenção do consumo de carne contaminada crua ou mal cozida. O erro é apresentar uma medida inespecífica como estratégia definidora da profilaxia.
D
Errada
O ponto que invalida a alternativa é a afirmação de recomendação pelo Ministério da Saúde. A base sustenta que a vacinação canina contra leishmaniose visceral não é medida oficialmente recomendada pelo Ministério da Saúde como estratégia de saúde pública para controle da doença. O erro não é discutir existência de imunógeno, mas atribuir a ele uma recomendação ministerial que a base nega.
E
Errada
A alternativa está tecnicamente errada em dois níveis: Taenia solium se relaciona com suínos como hospedeiros intermediários usuais, não com bovinos; e o uso de sulfóxido de albendazol em bovinos destinados ao abate não constitui medida profilática reconhecida para teníase por T. solium. Houve troca do ciclo biológico da espécie e indicação inadequada de espécie/fármaco.
Pegadinha da questão
A banca misturou afirmações parcialmente plausíveis com um erro decisivo: vacina útil não significa proteção absoluta na brucelose, vacina disponível não significa recomendação ministerial na leishmaniose visceral, e T. solium não envolve bovinos. Em contraste, B traz a relação epidemiológica exata entre Aedes aegypti e reurbanização da febre amarela.
Dica para questões semelhantes
  • Em zoonoses, diferencie medida sanitária real de formulação exagerada: componente de controle não equivale a prevenção absoluta.
  • Quando a alternativa citar reurbanização de febre amarela, pense no ciclo urbano e no vetor competente: Aedes aegypti.
  • Não confunda existência de vacina ou produto comercial com recomendação oficial de saúde pública.
  • Em teníases, confirme o hospedeiro intermediário antes de aceitar a profilaxia proposta: T. solium se relaciona a suínos, não a bovinos.

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