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João é o médico veterinário responsável pelo Serviço de Ins...

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Q4070006 Veterinária
João é o médico veterinário responsável pelo Serviço de Inspeção de um abatedouro de suínos. Uma carcaça é desviada ao Departamento de Inspeção Final apresentando rubefação difusa do couro. João, ao examinar a carcaça e as vísceras, não encontra nenhuma alteração nas vísceras nem repercussão no estado geral da carcaça. Diante do exposto, qual é a decisão sanitária correta para essa carcaça?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Rubefação difusa do couro em suíno, sem achados que a limitem a lesão localizada, é considerada alteração generalizada com suspeita de processo infeccioso sistêmico/septicêmico; nesse contexto, o julgamento sanitário indicado é a condenação total da carcaça.

Tema central: Julgamento sanitário de carcaça
Análise das alternativas
A
Errada
Errada. Essa opção trata o achado como defeito localizado de pele passível de remoção, mas a base informa que a rubefação é difusa e deve ser interpretada como alteração generalizada compatível com processo sistêmico. O erro médico é reduzir um sinal de possível septicemia/toxemia a uma lesão tegumentar isolada.
B
Errada
Errada. Cozimento não é destino adequado para carcaça com suspeita de doença infecciosa generalizada. O problema sanitário aqui não é apenas a eventual presença de agente inativável por calor, mas a impropriedade global da carcaça por possível processo septicêmico/toxêmico. Por esse critério, não se indica aproveitamento condicional térmico.
C
Errada
Errada. Aproveitamento pelo frio não corrige nem neutraliza o significado sanitário de uma carcaça suspeita de afecção sistêmica aguda. A base é explícita ao afirmar que destinos condicionais não se aplicam a carcaça com suspeita de septicemia/toxemia; portanto, o frio não substitui a condenação.
D
Errada
Errada. Salga é método de processamento/conservação, não solução para carcaça globalmente imprópria por suspeita de processo infeccioso sistêmico. A exclusão desta alternativa decorre do mesmo critério central: doença generalizada septicêmica/toxêmica impõe condenação total, não aproveitamento condicional.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o achado descrito é uma rubefação difusa do couro, ou seja, generalizada, e não uma alteração restrita a uma área específica da pele. Em inspeção de suínos, esse padrão é compatível com afecção sistêmica aguda, especialmente quadro septicêmico/toxêmico, tornando a carcaça imprópria para consumo. Mesmo sem alterações viscerais macroscópicas e sem repercussão evidente no estado geral, a suspeita sanitária permanece, pois processos agudos podem não exibir lesões viscerais aparentes. Por isso, não cabe aproveitamento condicional nem simples remoção de parte da carcaça: a decisão correta é a condenação total.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de desvalorizar a rubefação difusa por não haver lesões viscerais macroscópicas e por a carcaça parecer preservada, como se isso autorizasse liberação ou aproveitamento condicional. O erro está em esquecer que, em suíno, alteração cutânea difusa tem significado de processo sistêmico e não de lesão apenas tegumentar.
Dica para questões semelhantes
  • Em inspeção de suínos, diferencie sempre lesão focal de alteração difusa: o padrão generalizado tem peso para suspeita sistêmica.
  • Não use ausência de lesão visceral macroscópica para excluir septicemia ou toxemia em quadro agudo.
  • Antes de pensar em cozimento, frio ou salga, defina se a carcaça é globalmente própria; se houver suspeita de doença generalizada, o destino é condenação.
  • Achado cutâneo difuso sem explicação local não deve ser tratado como mero defeito de toalete.

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