Paciente masculino de 75 anos, com diagnóstico prévio de in...
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Vamos analisar a questão sobre a função diastólica do paciente, que é um ponto essencial em cardiologia, especialmente em pacientes com histórico de infarto do miocárdio.
O tema central da questão é a função diastólica, que se refere à capacidade do ventrículo esquerdo de relaxar e se encher de sangue após a contração. A disfunção diastólica pode ser classificada em diferentes graus baseados em dados ecocardiográficos, como a relação E/A, que é a razão entre as ondas de enchimento rápido e tardio do ventrículo esquerdo.
**Justificativa para a alternativa correta (C - Disfunção diastólica grau 3):** O paciente apresenta uma relação E/A = 3,4, que é indicativa de uma disfunção diastólica grau 3, conhecida como padrão restritivo. Este padrão ocorre quando o ventrículo esquerdo tem dificuldade significativa em se encher adequadamente, resultando em um aumento na pressão atrial esquerda e, consequentemente, um aumento na relação E/A. Este critério é bem estabelecido nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia e em textos de referência como o Harrison’s Principles of Internal Medicine.
**Análise das alternativas incorretas:**
A - Disfunção diastólica grau 1: Esta é a forma mais leve de disfunção diastólica, caracterizada por uma relação E/A < 1, indicando um padrão de relaxamento anormal, mas não um padrão restritivo.
B - Disfunção diastólica grau 2: Conhecida como padrão pseudonormal, onde a relação E/A parece normal (entre 1 e 2) devido ao aumento da pressão atrial esquerda compensando o relaxamento ventricular alterado. Não é o caso deste paciente, onde a relação E/A é significativamente alta.
D - Função diastólica normal: Uma função diastólica normal teria uma relação E/A entre 0,8 e 2, sem aumento significativo do volume atrial esquerdo ou redução das velocidades teciduais, o que não se aplica ao caso.
E - Função diastólica indeterminada: Esta alternativa seria considerada se os dados fossem insuficientes ou se os parâmetros fossem contraditórios, o que não é o caso aqui, já que a relação E/A claramente aponta para um padrão restritivo.
Na prática clínica, reconhecer e classificar corretamente a disfunção diastólica é crucial para o manejo adequado dos pacientes, especialmente aqueles com histórico de infarto do miocárdio.
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