A encefalopatia hepática é uma complicação neurológica pote...

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Q3916726 Medicina
A encefalopatia hepática é uma complicação neurológica potencialmente grave da insuficiência hepática aguda ou crônica, caracterizada por alterações do nível de consciência, comportamento e função cognitiva, decorrentes da incapacidade do fígado de metabolizar substâncias neurotóxicas, especialmente amônia. O manejo envolve identificação de fatores precipitantes, suporte clínico, redução da produção intestinal de amônia e monitorização neurológica contínua. Considerando esses aspectos, analise as afirmativas a seguir e assinale a verdadeira.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que a encefalopatia hepática manifesta tem como tratamento inicial a lactulose, enquanto o manejo também exige identificação de fatores precipitantes; por isso, a alternativa A está correta e as demais contrariam princípios básicos da conduta.

Tema central: Tratamento da encefalopatia hepática
Análise das alternativas
A
Certa
A lactulose está correta porque é a base terapêutica inicial clássica da encefalopatia hepática. Como dissacarídeo não absorvível, acidifica o lúmen colônico, favorece a conversão de amônia em amônio menos absorvível e aumenta a eliminação intestinal de compostos nitrogenados, reduzindo a carga de amônia e contribuindo para melhora neurológica.
B
Errada
Está errada por generalizar uma conduta que não é de rotina. Antibióticos de amplo espectro como vancomicina ou ciprofloxacino não devem ser usados em todos os casos de encefalopatia hepática para reduzir flora intestinal. Quando há papel para antibiótico intestinal, isso ocorre em contextos específicos; a base cita rifaximina como exemplo de adjuvante ou prevenção de recorrência. O uso rotineiro universal de amplo espectro é inadequado.
C
Errada
Está errada porque nega um componente obrigatório do tratamento. A investigação e correção de fatores precipitantes faz parte do manejo da encefalopatia hepática, já que gatilhos como infecção, sangramento digestivo, constipação, desidratação, distúrbios hidroeletrolíticos e sedativos podem ser determinantes da descompensação.
D
Errada
Está errada por confundir o manejo geral da encefalopatia hepática com uma complicação neurológica específica de cenário grave. O objetivo principal do tratamento, na maioria dos pacientes, é reduzir a carga de amônia e corrigir precipitantes, não reduzir imediatamente a pressão intracraniana com manitol. Manitol pode ter papel em edema cerebral/hipertensão intracraniana na insuficiência hepática aguda grave, mas não é tratamento rotineiro da encefalopatia hepática em geral.
Pegadinha da questão
A banca mistura o manejo padrão da encefalopatia hepática com medidas que só cabem em contextos selecionados, especialmente antibiótico não universal e manitol restrito a edema cerebral/hipertensão intracraniana, para afastar quem não reconhece a lactulose como primeira linha e a busca de precipitantes como obrigatória.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão falar em encefalopatia hepática manifesta, procure primeiro a alternativa com lactulose como terapia inicial.
  • Se uma opção dispensar investigação de fator precipitante, ela contraria o manejo básico da condição.
  • Desconfie de alternativas que indiquem antibiótico para todos os casos; isso não é conduta universal na encefalopatia hepática.
  • Não trate como rotina de encefalopatia hepática medidas de controle de pressão intracraniana que pertencem a cenário específico de edema cerebral.

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