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Q3157856 Fisioterapia

No que se refere à fisiopatologia do sistema respiratório e ao tratamento fisioterapêutico, julgue o item que se segue. 


Em pacientes portadores de DPOC, a terapia de reexpansão pulmonar é benéfica, uma vez que aumenta a complacência pulmonar e a capacidade residual funcional, que estão reduzidas no grupo de pacientes portadores dessa patologia.  

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Esta questão aborda um aspecto crucial da fisiopatologia do sistema respiratório e das intervenções fisioterapêuticas para pacientes com DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). A compreensão correta dos conceitos relacionados à capacidade pulmonar e à complacência pulmonar é fundamental para responder adequadamente.

Primeiramente, é importante entender que a DPOC é caracterizada por uma obstrução das vias aéreas, que causa dificuldade para expirar o ar dos pulmões completamente. Isso leva a um aumento da capacidade residual funcional (CRF), não a uma redução, como afirmado na questão.

A complacência pulmonar refere-se à expansibilidade dos pulmões e do tórax durante a inspiração. Na DPOC, devido à destruição das fibras elásticas, a complacência pulmonar está, na verdade, aumentada, e não reduzida. Isso ocorre porque os pulmões ficam mais "flácidos" e é necessário menos pressão para expandi-los, mas a capacidade de retração elástica está comprometida.

Justificando a alternativa correta:

A alternativa correta é Errado (E). O enunciado afirma que a terapia de reexpansão pulmonar aumenta a complacência e a capacidade residual funcional, que estariam reduzidas na DPOC. Esta afirmação está incorreta por dois motivos:

1. A complacência pulmonar na DPOC já está aumentada devido à perda da elasticidade, não reduzida.

2. A capacidade residual funcional (CRF) na DPOC está aumentada devido ao aprisionamento aéreo, não reduzida.

Portanto, a terapia de reexpansão pulmonar não tem o efeito descrito na questão, tornando a afirmação incorreta.

Espero que essas explicações tenham ajudado a esclarecer o raciocínio necessário para resolver essa questão de forma eficaz. Sempre esteja atento aos detalhes sobre o funcionamento das patologias pulmonares e suas terapias associadas.

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Comentários

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A afirmação está errada. Em pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), a capacidade residual funcional (CRF) e os volumes pulmonares, como o volume residual (VR), estão aumentados, e não reduzidos. Isso ocorre devido ao aprisionamento aéreo causado pela obstrução das vias aéreas e pela perda de elasticidade pulmonar, característica da DPOC.

Além disso, a complacência pulmonar geralmente está aumentada, especialmente nos casos de enfisema pulmonar, devido à destruição das fibras elásticas do tecido pulmonar. No entanto, esse aumento de complacência é prejudicial, pois reduz a eficácia da ventilação e dificulta a expiração completa.

A terapia de reexpansão pulmonar pode não ser indicada nesses pacientes como objetivo principal, já que o problema central é o aprisionamento aéreo e a dificuldade em esvaziar os pulmões. Em vez disso, o tratamento fisioterapêutico na DPOC se concentra em:

Técnicas para melhorar a eliminação do ar aprisionado, como a respiração com lábios franzidos;

Fortalecimento muscular respiratório e periférico;

Exercícios físicos para melhorar a tolerância ao esforço;

Treinamento de padrões ventilatórios para aliviar a dispneia e otimizar a troca gasosa.

Portanto, a descrição do item não reflete adequadamente as alterações fisiopatológicas e os objetivos terapêuticos na DPOC.

Errado.

Na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), a complacência pulmonar está aumentada, e não reduzida. Isso ocorre principalmente no enfisema, onde há destruição dos alvéolos e perda do recolhimento elástico dos pulmões, tornando-os mais distensíveis, mas menos eficientes para a expiração.

Além disso, a capacidade residual funcional (CRF) está aumentada, e não reduzida, devido ao aprisionamento aéreo causado pelo colapso precoce das vias aéreas durante a expiração. Isso leva à hiperinsuflação pulmonar, dificultando a ventilação e a troca gasosa.

A terapia de reexpansão pulmonar é mais indicada para doenças restritivas ou para tratar atelectasias, mas não é a abordagem principal na DPOC. O tratamento fisioterapêutico para DPOC foca na melhora da mecânica ventilatória e da tolerância ao esforço, utilizando técnicas como:

Treinamento muscular respiratório

Drenagem postural e técnicas de higiene brônquica (se houver secreção)

Treinamento físico supervisionado

Pursed-lip breathing (respiração com os lábios semicerrados) para reduzir a hiperinsuflação

Portanto, o item está incorreto.

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