Um paciente adulto chega à emergência com dispneia súbita, ...

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Q3916724 Medicina
Um paciente adulto chega à emergência com dispneia súbita, ortopneia e crepitações bilaterais à ausculta pulmonar. Radiografia de tórax mostra infiltrados difusos bilaterais, e a pressão arterial está elevada. Considerando os princípios do manejo emergencial do edema agudo de pulmão, avalie as estratégias terapêuticas disponíveis e assinale a alternativa correta para abordagem inicial desse quadro.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O quadro descrito é compatível com edema agudo de pulmão cardiogênico com insuficiência respiratória aguda: dispneia súbita, ortopneia, crepitações bilaterais e infiltrados difusos bilaterais. Nessa situação, a conduta inicial correta é priorizar suporte ventilatório e otimização da oxigenação, com paciente sentado/Fowler, oxigênio suplementar e escalonamento para ventilação não invasiva ou outro suporte conforme necessidade clínica.

Tema central: Manejo inicial do edema agudo de pulmão
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque grandes volumes intravenosos de cristalóide aumentam pré-carga e tendem a agravar a congestão pulmonar no edema agudo de pulmão cardiogênico. O erro é fisiopatológico: o quadro é de aumento de pressão hidrostática pulmonar com transudação para interstício e alvéolos, não de hipovolemia como regra.
B
Errada
Está errada porque insuficiência respiratória aguda exige monitorização de sinais vitais e saturação de oxigênio. O diagnóstico clínico não dispensa vigilância fisiológica; ao contrário, a monitorização é necessária para avaliar gravidade, resposta ao tratamento e necessidade de escalonamento do suporte ventilatório.
C
Certa
A alternativa C está correta porque ataca o problema imediato do edema agudo de pulmão: hipoxemia e aumento do trabalho respiratório por inundação alveolar. A posição de Fowler melhora a mecânica ventilatória, o oxigênio suplementar corrige a oxigenação e o suporte ventilatório deve ser usado quando necessário. Essa é a abordagem inicial segura e coerente com a prioridade respiratória do quadro agudo.
D
Errada
Está errada porque betabloqueadores em altas doses não são medida inicial de primeira linha no edema agudo de pulmão e podem agravar a descompensação aguda pelo efeito inotrópico negativo. O benefício dos betabloqueadores pertence ao manejo crônico da insuficiência cardíaca estável, não à reversão imediata do EAP agudo.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre a prioridade respiratória imediata e intervenções farmacológicas inadequadas no cenário agudo, além da falsa ideia de que infiltrado bilateral ou hipertensão justificariam volume ou dispensariam monitorização.
Dica para questões semelhantes
  • Em edema agudo de pulmão, primeiro identifique o problema dominante: hipoxemia e aumento do trabalho respiratório.
  • Na abordagem inicial, procure medidas de suporte respiratório: sentar o paciente, ofertar oxigênio e considerar suporte ventilatório conforme gravidade.
  • Exclua alternativas que aumentem congestão pulmonar, como expansão volêmica sem indicação clara.
  • Não transfira automaticamente condutas da insuficiência cardíaca crônica estável para a fase aguda descompensada.

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