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Projeto quer dar mais visibilidade às cientistas brasileiras A Open Box da Ciência destaca o trabalho de 250 pesquisadoras de cinco áreas de pesquisa

Por Juliana Morales


    A plataforma online Open Box da Ciência foi lançada na última quarta-feira (12). É uma iniciativa da organização Gênero e Número, apoiada pelo Instituto Serrapilheira. Seu objetivo é visibilizar o trabalho da mulher da dentro da ciência a partir de histórias e dados.

    Combinando jornalismo de dados e design interativo, foi criada, então, uma cartografia com 250 pesquisadoras. São 50 protagonistas em cinco grandes áreas: Ciências Biológicas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Exatas e da Terra, Engenharia e Ciências da Saúde. Para cada pesquisadora mapeada, é possível ter acesso a um artigo relevante da sua produção científica. Além de conhecer o rosto e a história delas em reportagens.

    O levantamento foi feito com dados do Censo da Educação Superior com informações de outras bases de dados oficiais, como a Plataforma Lattes, levando em consideração o número de artigos científicos publicados, prêmios recebidos, eventos organizados pelas cientistas e se estão engajadas em divulgação científica.

    A partir da análise desses dados, foram criados conteúdos, que também estão disponíveis na plataforma, mostrando o cenário brasileiro de desigualdade na área de pesquisa. Por exemplo: as mulheres representam 46% das docentes de Ensino Superior, mas apenas 23% delas são pretas e pardas. Apenas 15% de todas as mulheres que pesquisam e também são docentes no Ensino Superior do Brasil têm acesso à bolsa de apoio à pesquisa.


Disponível em https://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/projeto-quer-darmais-visibilidade-as-cientistas-brasileiras/

Analise: “as mulheres representam 46% das docentes de Ensino Superior, mas apenas 23% delas são pretas e pardas.” E assinale a classificação dessas orações.
Alternativas

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Tema central: Período Composto: Coordenação e Subordinação

O tema da questão é a classificação de orações em um período composto. Entender a diferença entre orações coordenadas e subordinadas é essencial para provas de concursos de qualquer área do magistério, inclusive Educação Física.

Justificativa da alternativa correta (C):

No trecho analisado, temos duas orações separadas por vírgula e conectadas pelo termo “mas”:

1. as mulheres representam 46% das docentes de Ensino Superior, mas 2. apenas 23% delas são pretas e pardas.

Essas orações são independentes sintaticamente, cada uma com seu próprio sentido. O conectivo “mas” é uma conjunção coordenativa adversativa. Segundo Cunha & Cintra, as conjunções adversativas estabelecem oposição ou contraste entre as ideias. Ou seja, o termo “mas” contrapõe os dados apresentados.

Por isso, o período traz uma oração coordenada sindética adversativa“mas apenas 23% delas são pretas e pardas” — corretamente classificada na alternativa C.

Análise das alternativas incorretas:

A) Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: Errada. Não há verbo transitivo direto na frase que exija complemento com valor de substantivo. Não há relação de dependência sintática, ambas são independentes.

B) Oração Subordinada Adjetiva: Errada. Não há oração qualificando ou restringindo um substantivo; não se utiliza pronome relativo (que, onde, cujo...) nem valor descritivo.

D) Oração Coordenada Assindética: Errada. A assindética é aquela sem conjunção (sem palavra de ligação). Aqui há o “mas”, logo é sindética.

Dica do concurso: Atenção aos conectivos: eles indicam se a coordenação é sindética (com conjunção) ou assindética (sem conjunção), e apontam o sentido (aditiva, adversativa, alternativa, conclusiva, explicativa). O “mas” sempre traz ideia de adversidade.

Conceito-chave: Orações subordinadas dependem sintaticamente, orações coordenadas têm independência sintática.

Autores de referência: Evanildo Bechara; Celso Cunha & Lindley Cintra – todos reconhecem a “oração coordenada sindética adversativa” como trazendo uma oposição no sentido, ligada por “mas”.

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Orações coordenadas sintéticas: Alternativa Aditiva Adversativa Explicativa Conclusiva

GABARITO - C

Oração Coordenada Sindética Adversativa.

Adversativas: Exprimem oposição, contraste, ressalva, compensação: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, senão, ao passo que, antes(= pelo contrário), no entanto, não obstante, apesar disso, em todo caso.

 ➝Querem ter dinheiro, mas não trabalham.

 ➝Ela não era bonita, contudo cativava pela simpatia. 

As orações coordenadas assindéticas são separadas por pausas, que na escrita se marcam por vírgula, ponto e vírgula ou dois-pontos.

 ➝ "O sol apareceu, cortou o nevoeiro." (Sem conectivo)

As orações coordenadas sindéticas recebem o nome das conjunções coordenativas que as iniciam

 ➝ A doença vem a cavalo e volta a pé. (Com conectivo)

CUIDADO!

Questão sem gabarito.

Destrinchemos as orações:

1ª oração: “as mulheres representam 46% das docentes de Ensino Superior" = oração coordenada assindética, 1ª termo da coordenação, coordenante ou culminante;

2ª oração: "mas apenas 23% delas são pretas e pardas” = oração coordenada sindética adversativa.

Note que banca, no enunciado, solicita a classificação das orações. Ora, não há nenhuma opção de resposta que traga a correta classificação de ambas as orações. Além do que, se formos ter em conta a análise de apenas uma delas, haveria duas respostas: letras C e D.

GAB C

RUMO A GLORIOSA PMCE AVANTE GURREIROS!

GAB C

"TÁ MUITO FÁCIL CONTA OUTRA"

Chavez

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