Paciente com epilepsia de difícil controle iniciou tratament...
Qual das seguintes afirmativas explica esse fenômeno?
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda a farmacocinética não linear da fenitoína (PHT) e sua consequência clínica: aumenta a incidência de toxicidade mesmo em doses habituais devido à saturação metabólica hepática.
Justificativa para a alternativa correta (B):
A fenitoína apresenta metabolismo hepático predominantemente via sistema citocromo P450 (CYP2C9 e CYP2C19). O ponto-chave é que este metabolismo é saturável: há um limite na capacidade das enzimas hepáticas. Quando atinge a saturação, pequenos aumentos de dose resultam em grande elevação dos níveis plasmáticos. Isso explica por que pacientes podem apresentar intoxicação mesmo com doses usuais, necessidade de monitorização sérica e ajuste minucioso de dose.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Epilepsia do Ministério da Saúde, “apresentar farmacocinética dependente de dose ou janela terapêutica restrita (p.ex., fenitoína)” é indicação de monitorização.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. A PHT não é metabolizada de forma linear. O ajuste de dose não é simples, justamente devido à saturação metabólica.
C) Errada. A PHT atua em canais de sódio, não tem ligação irreversível aos receptores GABA. Toxicidade decorre de níveis elevados, não de seu local de ação.
D) Equívoco. O principal metabolismo é hepático, não renal. Toxicidade ocorre independentemente da função renal.
E) Completamente falso. A PHT sofre diversas interações medicamentosas e não é fármaco preferencial em terapia combinada sem cautela.
Dicas para provas: Questões sobre fenitoína frequentemente exploram seu metabolismo não linear, saturação hepática e necessidade de monitorização terapêutica. Atenção em identificar termos como “saturação”, “farmacocinética não linear” e “monitorização obrigatória”.
Referências: Harrison’s Principles of Internal Medicine; PCDT Epilepsia – Ministério da Saúde, 2023; UpToDate: “Phenytoin: Drug information”.
Conclusão: A alternativa B reflete corretamente a peculiaridade farmacocinética da fenitoína. Essa compreensão é crucial para manejo seguro do paciente com epilepsia.
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