A higienização das mãos é considerada a ação isolada mais im...
I. A microbiota residente é composta por elementos que estão frequentemente aderidos aos estratos mais profundos da camada córnea, formando colônias de microrganismos que se multiplicam e se mantêm em equilíbrio com as defesas do hospedeiro. Esses microrganismos são de difícil eliminação, e suas colônias têm mecanismos de defesa contra a remoção mecânica ou por agentes químicos.
II. A escolha entre os diferentes métodos para a higienização das mãos depende do processo de trabalho adotado e do tipo de procedimento realizado, sendo que a higienização das mãos com álcool ou com água e sabão deve ser escolhida sempre que houver umidade ou sujidade visível nas mãos.
III. Durante o atendimento a um mesmo paciente, é possível que seja necessário trocar as luvas e/ou higienizar as mãos mais de uma vez. Essa necessidade deriva do processo de trabalho, que prevê o acesso a vários equipamentos e instrumentais, nem sempre à mão; do rompimento ou perfuração das luvas; da interrupção do atendimento (atender telefone, preparar material, aguardar tempo de reação de materiais de preenchimento etc.); entre outros.
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: Higienização das mãos em serviços odontológicos, pilar de biossegurança para prevenir infecções. Conceitos-chave: microbiota residente x transitória, momentos de higiene e escolha do produto (água e sabão x preparação alcoólica).
Gabarito: E – Apenas as assertivas I e III estão corretas.
Por que está correto?
I. Verdadeira. A microbiota residente (ex.: Staphylococcus epidermidis, corineformes) fica aderida às camadas profundas do estrato córneo, é estável e difícil de remover; reduz-se, mas não se elimina, mesmo com antissépticos. Isso está alinhado ao MS/ANVISA e às Diretrizes da OMS (2009) sobre antissepsia cirúrgica e de mãos.
III. Verdadeira. Em um mesmo atendimento odontológico, pode ser necessário trocar luvas e/ou higienizar as mãos múltiplas vezes: mudança de tarefa, risco de contaminação cruzada ao manipular superfícies/equipos, rompimento de luvas ou interrupções (telefone, preparo de material). Reforço: remover as luvas não substitui a higiene das mãos (OMS 2009; MS/ANVISA).
Por que a II está incorreta?
A assertiva diz que, havendo umidade ou sujidade visível, pode-se escolher “álcool ou água e sabão”. Isso contraria as diretrizes: quando há sujidade visível, presença de sangue/fluídos ou suspeita de esporos (ex.: C. difficile), a indicação é lavar com água e sabão (OMS 2009; CDC; MS/ANVISA). Preparações alcoólicas são preferíveis apenas quando as mãos estão visivelmente limpas e secas. Mãos úmidas reduzem a eficácia do álcool. Palavra-chave de pegadinha: “sempre” e a falsa equivalência entre álcool e água/sabão em mãos sujas.
Análise das alternativas de resposta
A. Errada, pois a II é incorreta. B. Errada, pois I e III são verdadeiras. C. Errada, pois a I também é verdadeira. D. Errada, pois a II é falsa. E. Correta, conforme acima.
Estratégias para a prova
- Associe: mãos visivelmente sujas → água e sabão; mãos limpas e secas → preparação alcoólica 70%.
- Desconfie de “sempre” quando iguala métodos em situações específicas.
- Lembre: troca de luvas e higiene das mãos entre tarefas evitam contaminação de “áreas limpas” durante o atendimento.
Referências essenciais: Ministério da Saúde/ANVISA – Serviços Odontológicos: Prevenção e Controle de Riscos (2006); OMS – Guidelines on Hand Hygiene in Health Care (2009, atualização de práticas); CDC – Hand Hygiene in Healthcare Settings. Todas convergem para a preferência do álcool quando mãos não sujas e a obrigatoriedade de água e sabão na presença de sujidade.
Mantenha o raciocínio: identifique o tipo de flora, o estado das mãos e o momento do cuidado para decidir o método de higiene.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo