Na organização da brincadeira de papéis sociais na educação...

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Q3839886 Pedagogia
Na organização da brincadeira de papéis sociais na educação infantil, o professor cria cenários em que as crianças assumem funções, lidam com regras e representam situações do cotidiano. Qual a contribuição dessa forma de brincar para a formação da personalidade infantil? 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que a brincadeira de papéis sociais envolve assumir posições e seguir regras, o que afasta alternativas que tratam a personalidade como traço fixo, inato, apenas motor ou de efeito transitório.

Tema central: Brincadeira de papéis sociais e formação da personalidade infantil
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque reduz a contribuição principal da brincadeira de papéis ao desenvolvimento motor e ainda separa aspectos afetivos e sociais para outras atividades. Pela base, a contribuição central dessa brincadeira está justamente na esfera social, afetiva e autorregulatória, não predominantemente motora.
B
Errada
Está errada porque trata a personalidade como expressão de tendências emocionais quase prontas desde o nascimento, com pouca interferência do meio social. Isso contraria o critério da questão, segundo o qual a brincadeira de papéis envolve mediação social, aprendizagem de posições e internalização de regras.
C
Certa
A alternativa C está certa porque, ao assumir papéis e regras em situações imaginárias, a criança exercita diferentes pontos de vista, regula impulsos imediatos e elabora modos de agir que integram afetos, valores e expectativas de futuro.
D
Errada
Está errada porque minimiza a relevância formativa da brincadeira de papéis ao afirmar que sua função é transitória e restrita ao período pré-escolar. A base afirma que essa atividade repercute na formação da personalidade, o que é incompatível com influência apenas passageira e limitada.
E
Errada
Está errada porque apresenta a personalidade como conjunto de traços estáveis que permaneceriam iguais independentemente de novas experiências. A base sustenta o contrário: a personalidade, nesse contexto, é processual e constituída em atividades e relações socialmente mediadas, não um retrato fixo revelado pela dramatização.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar a brincadeira de papéis como mero espaço de expressão de traços já prontos — motores, temperamentais ou fixos — em vez de reconhecê-la como atividade formativa mediada por papéis e regras sociais.
Dica para questões semelhantes
  • Se o item mencionar papéis sociais, regras e situação imaginária, procure efeitos de autorregulação e construção social da conduta, não apenas ganhos motores.
  • Elimine alternativas que tratem personalidade infantil como traço fixo, inato ou pouco influenciado pelas relações sociais.
  • Quando a brincadeira exigir sustentar um papel, isso indica integração entre afetos, valores e formas de agir, e não função apenas transitória.

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